Integrantes das Forças Armadas que atuam no Palácio do Planalto avaliam que Bolsonaro mostrou “subserviência” a Alexandre Moraes (Foto: Rodrigues Pozzembom/Agência Brasil)
O recuo do presidente Bolsonaro sobre os ataques que proferiu ao Supremo Tribunal Federal (STF), em especial ao ministro Alexandre de Moraes, desagradou a ala militar do governo. A avaliação feita por integrantes das Forças Armadas que atuam no Palácio do Planalto é que Bolsonaro mostrou “subserviência” a Moraes sem ter recebido uma contrapartida do ministro, segundo informa nesta terça-feira (10) a colunista Bela Megale, em seu blog no site do jornal O Globo.
Na nota de recuo publicada ontem, o presidente afirmou que boa parte das divergências que tem com os demais poderes “decorrem conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas” pelo ministro no inquérito das fake news. Bolsonaro também apontou qualidades de Moraes, como “jurista e professor”, e disse que existem “naturais divergências” sobre algumas de suas decisões. Durante seu discurso no 7 de setembro, em São Paulo, o presidente chegou a chamar o ministro de “canalha”.
A conversa por telefone entre Bolsonaro e o magistrado, que é responsável pelos inquéritos que miram o presidente e seus aliados no STF, no entanto, foi apontada como um ponto positivo por integrantes da ala militar.
Os auxiliares do presidente dizem reconhecer os “rompantes” e “exageros” de Bolsonaro, mas avaliam que Moraes ajuda a tensionar o ambiente com decisões que os integrantes do Palácio consideram “excessivamente duras”. Para eles, a imagem que Bolsonaro “cedeu sem receber nada em troca” é negativa.





























