Há pouco tempo, o espaço hoje ocupado pelo presidente em favor do voto impresso era dividido entre partidos importantes como PSDB, DEM e até mesmo o PDT. (Foto: TSE)
* As informações e opiniões publicadas nesta coluna são de responsabilidade exclusiva do autor e, necessariamente, não refletem a posição do Jornal da Mídia.
CLAUDIO HUMBERTO
É difícil reverter no plenário da Câmara a tendência de derrota da PEC da impressão do voto, mas cientistas políticos experientes, como Paulo Kramer, de Brasília, avaliam que resta uma chance ao governo. Para eles, essa chance aumenta se o presidente Jair Bolsonaro controlar a língua por alguns dias e deixar o entendimento a cargo de profissionais da negociação como Arthur Lira, presidente da Câmara, Ciro Nogueira, ministro da Casa Civil, e Ricardo Barros, líder do Governo na Câmara.
Votos necessários
Após vitórias como as privatizações da Eletrobrás e Correios, esta por 286 votos, não parecem distantes os 308 votos para aprovar a PEC.
Cobrança de coerência
O Centrão conta com a “coerência” de deputados que antes defendiam e até faziam da impressão do voto sua “bandeira de lutas”.
Levar vantagem
O problema é que, em política, “coerência” tem outro significado: tudo aquilo que possa favorecer a eleição e reeleição de suas excelências.
Simpatia é quase amor
Outro aspecto é que a maioria da Câmara já se mostrou alinhada com a agenda de reformas econômicas, independente de interesse partidário.





























