A ponte Salvador-Itaparica dever ser inaugurada em 2025, segundo o contrato assinado entre o governo da Bahia com os chineses. A ponte foi prometida pelo então governador Jaques Wagner em 2009 para ser inaugurada em 2013. Será que agora vai?
REDAÇÃO DO JORNAL DA MÍDIA
O cronograma de obras da ponte Salvador-Ilha de Itaparica não sofrerá qualquer alteração, mesmo com a inflação de insumos da construção civil, sobretudo o preço do aço, que dobrou, e do cimento.
Foi o que garantiu nesta sexta-feira (9) o governador Rui Costa. Ele acrescentou que a a previsão é que a empresa contratada para fazer a sondagem inicie o trabalho em agosto próximo.
“As perfurações da obra começam agora em agosto. Para construir a obra, a norma internacional obriga que, por segurança, seja feito um furo para cada pilar da ponte”, explicou.
O governador voltou a falar sobre a elevação dos custos das obras causada pela inflação da construção civil.
“É evidente que o custo elevadíssimo da construção civil está impactando todas as obras. As obras dos municípios ficaram muito mais caras. O ferro disparou de preço, o cimento disparou, outros materiais de construção também dispararam”, reconheceu o gestor ao BNews, na inauguração da 19ª Policlínica de Saúde em Ribeira do Pombal, nesta sexta-feira (9).
Segundo Rui, cotudo, as elevações devem ser estudadas para serem superadas dentro das cláusulas contratuais. “Para vocês terem uma ideia, o INCC está quase 30% que o IPCA, que mede a inflação em geral. Então, a inflação da construção civil está muito maior. Isso vai ser tratado dentro das normas legais que preveem o contrato”, avalia.
A China comanda o empreendimento
A construção da ponte Salvador-Ilha de Itaparica ficará a cargo do consórcio vencedor da licitação realizada em 2020, formado pelas empresas China Communications Construction Company, CCCC South America Regional Company e China Railway 20 Bureau Group Corporation. As obras devem durar quatro anos.
A previsão é que a construção gere aproximadamente oito mil empregos. Espera-se que o novo equipamento beneficie diretamente 4,4 milhões de pessoas na Região Metropolitana de Salvador, além de mais de 5,4 milhões de baianos em outros 100 municípios do Recôncavo e do Baixo Sul da Bahia, de maneira indireta.
A previsão, de acordo com estudo realizado com base em metodologia do Banco Mundial, é de que, quando o equipamento estiver em operação plena, haja retorno 3,6 vezes maior que os recursos públicos investidos. Trata-se, de acordo Rui Costa, de um equipamento destinado a “trazer forte impulso à economia de todo o Estado, encurtando distâncias e criando um novo eixo de desenvolvimento a partir de Salvador em direção ao Oeste, o que vai gerar mais renda e mais empregos para os baianos durante e após a etapa de obras”.





























