O “distritão” tem chances na Câmara, onde não passou por pouco em 2017 (Foto: Pablo Valadares/ Camara dos Deputados)
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CLÁUDIO HUMBERTO
Ganha “tração” na Câmara o chamado “distritão” já na eleição de 2022, substituindo o sistema eleitoral vigente. É um modelo majoritário em que os eleitos são os mais votados, simples assim. Hoje, há coeficiente eleitoral e quociente partidário tortuosos graças ao qual menos de 10% dos atuais deputados federais tiveram votos suficientes para conquistar os mandatos, sem depender de partido. O notório Valdemar Costa Neto (SP) virou deputado após filiar Tiririca, que teve um caminhão de votos.
Farra do coeficiente
O falecido Enéas, deputado de 1,5 milhão de votos no sistema atual, garantiu mandato de deputado federal até para candidato de 200 votos.
Congresso se divide
O “distritão” tem chances na Câmara, onde não passou por pouco em 2017, mas no Senado tem a oposição do presidente, Rodrigo Pacheco.
Partidos esvaziados
O problema do distritão é que o eleito não depende do partido, só dos próprios votos, e isso pode afetar dramaticamente o papel das siglas.
Mais imunizados
O Brasil ultrapassou na semana passada a marca de 13% de toda a população totalmente imunizada contra a Covid-19, com duas doses de vacinas ou com a dose única do imunizante Janssen.
Bom de copo
Quando o governador pernambucano Miguel Arraes viajava pelo interior, um “kit” sempre o acompanhava: uísque Johnny Walker, gelo e água mineral. O ajudante-de-ordens recebeu recomendação de d. Madalena, preocupada senhora Arraes, para “batizar” as doses de uísque com muito gelo e muita água. O governador descobriu a armação logo no primeiro gole: “Capitão, o senhor está querendo me gripar?”
Ninguém tasca
Os parlamentares parecem dispostos a grandes mudanças na reforma política. Só não mexem no controle do dinheiro pelas cúpulas: R$1 bilhão do fundo partidário e R$2,7 bilhões (valores de 2020) do fundo eleitoral.
O povo é que decide
Novas regras eleitorais sempre pregam peças. No “pacote de novembro” (de 1981), o jurista João Leitão de Abreu, ministro de João Figueiredo, tentou fortalecer o PDS. Saiu pela culatra: a oposição arrasou, elegendo Montoro em São Paulo, Tancredo em Minas, Brizola no Rio etc.
Cotoveladas
Na Câmara, deputados observam intrigados os sinais de cotoveladas entre dois próceres governistas do PP e do Centrão: o líder do governo, Ricardo Barros, e o presidente da Casa, deputado Arthur Lira.
Brasil avançou
Balanço do Ministério da Infraestrutura mostra que o 1º semestre foi um sucesso. Quase R$ 19 bilhões em investimentos contratados e 1,1 mil quilômetros de novas rodovias ou duplicações e ferrovias construídas.
Poucos milionários
Estudo da CupomVálido com dados da CBF, Statista e Ernst & Young desfez o mito. O Brasil tem 90 mil jogadores profissionais e 55% ganham menos de R$ 1 mil, 33% entre R$ 1 mil e R$ 5 mil e só 12% acima disso.
Frase do dia
O povo brasileiro já reconhece que é um absoluto sucesso
Ministro Marcelo Queiroga (Saúde) sobre a campanha de vacinação contra a Covid-19
Sem fundamento
“Não vejo, juridicamente, fundamento ou fundamentação, para arquivar investigação”, disse Janaina Paschoal, “e, ao mesmo tempo, de ofício, iniciar novo inquérito pelos mesmos fatos”, se surpreende a jurista.
Tá feia a coisa
Sem visibilidade na Câmara devido ao “trabalho remoto”, há deputados fazendo de tudo para conseguir atenção, mesmo sem ser pela atuação parlamentar. Tem até quem manda nota oficial de que foi vacinado.
Pensando bem…
…’semana decisiva’ não quer dizer que a CPI está fazendo progresso, é apenas o recesso chegando.































