
No leilão anterior, o preço médio do biodiesel fechou em R$4,708 o litro, sem considerar a margem das distribuidoras e revendedores. De acordo com o especialista em mercado de combustíveis, Nélio Wanderley, se houver aumento de R$7,5, isso poderá impactar em R$0,36 no preço do diesel na bomba.
Além desta elevação no preço do biodiesel, Nélio chama a atenção para o fim da isenção de R$0,31dos impostos federais PIS/COFINS, no final deste mês de abril.
“Com o fim da isenção, que voltará a ser cobrada, somando R$0,31 e R$0,36, o aumento do diesel vai para R$0,67”, informa.
Para o presidente do Sindicombustíveis Bahia, Walter Tannus Freitas, o aumento do diesel, em função do aumento do biodiesel pelas distribuidoras e o fim da isenção dos impostos federais, é inviável para a revenda e para os caminhoneiros absorverem.
Segundo Tannus, “nessa pandemia, houve queda acentuada nas vendas de combustíveis e os caminhoneiros apresentam dificuldades financeiras. Essa elevação do custo de aquisição dos postos junto às distribuidoras vai acentuar a crise econômica e do mercado de combustíveis. É necessário que o governo federal, seus ministros e ANP reavaliem e reduzam drasticamente o percentual de 13% da mistura do biodiesel no diesel”, reivindica o presidente do Sindicombustíveis Bahia.
“Se isso não acontecer, o agravamento da crise econômica será inevitável”, conclui.
De acordo com dados da ANP, em 2020, foram comercializados 131,76 bilhões de litros de combustíveis no Brasil, uma queda de 5,97% em comparação com 2019, refletindo as medidas de isolamento em função da pandemia de covid-19.































