
Cada vez mais isolado em defesa do que chama de “tratamento precoce” contra covid-19, Jair Bolsonaro (sem partido) tem avaliado junto a ministros e assessores estratégias para um desembarque gradual do discurso de estímulo ao uso da hidroxicloroquina, da ivermectina e de outros remédios que não têm eficácia científica comprovada no combate à doença.
A informação é do Portal UOL, em reportagem de Hanrrikson de Andrade.
O colunista Guilherme Amado, da Revista Época, informa nesta terça-feira (9) que o Ministério da Saúde possui pelo menos 1,5 milhão de comprimidos de cloroquina para tratar Covid, apesar de o medicamento não ter eficácia comprovada contra a doença.
Segundo apurou o UOL, o movimento surge depois que interlocutores mais próximos buscaram, em conversas reservadas, convencer o presidente de que se fazia necessária uma “virada de página” e também a adesão concreta à narrativa pró-vacinação. Nas últimas semanas, imunizar a população tornou-se uma urgência para o governo.
Ainda nas últimas semanas, Bolsonaro era uma das principais vozes no debate público a tentar pôr em dúvida a confiabilidade da imunização —apontada em todo o mundo como caminho fundamental para solucionar os problemas decorrentes da pandemia. Em uma das falas mais polêmicas, o governante comparou ironicamente a possibilidade de reações adversas das vacinas a “virar um jacaré”.




























