
REDAÇÃO DO JORNAL DA MÍDIA
O Sistema Ferry-boat registra intenso movimento de saída de Salvador para a Ilha de Itaparica. Para quem vai embarcar de veículos o tempo médio de espera na fila é superior a 3 horas. Ontem teve até buzinaço no Terminal de São Joaquim, com muito usuários reclamando da concessionária Internacional Travessias. Neste sábado, o fluxo também é intenso e com grande fila de veículos.
A Internacional informa que cinco ferries estão em operação e eguem obrigatórios o uso de máscara pelos passageiros e a autorização para embarque equivalente a 75% da capacidade de lotação dos barcos para pedestres, conforme resolução da agência reguladora, que prevê, também, o atendimento aos veículos correspondente à capacidade total de cada embarcação.
Inferno paredão
A procura pelo sistema Ferry-boat, que normalmente cresce muito no Verão, tem aumentado ainda mais nos finais de semana. Praticamente sem medidas restritivas contra a Covid-19, com praias e bares liberados, localidades da Ilha de Itaparica se transformaram em palco para festas ”paredões” com muito pagode, bebida, aglomeração e ninguém usando máscara. A bagunça é generalizada.
“Os finais de semana se transformaram em um inferno para os moradores e veranistas que vêm para a Ilha para descansar e buscar tranquilidade. Não existe mais tranquilidade para ninguém, com paredões e carros de som em todos os povoados. As prefeituras (Vera Cruz e Itaparica) nada fazem. Os prefeitos se preocupam mais com as “lives” nas redes sociais que com as medidas para combater a Covid-19. É uma esculhambação geral, coisa de terra sem comando, de terra sem ninguém”, observa um morador do Condomínio Arauá, em mensagem enviada ao Jornal da Mídia via Facebook.
Nas festas do Ano Novo, a Ilha de Itaparica, que sempre foi famosa por oferecer paz e muita tranquilidade aos seus visitantes, as imagens dos ‘paredões’ em Vera Cruz e Itaparica foram destaque na imprensa nacional e até mesmo na mídia internacional. Canais internacionais como a CNN, Fox, BBC de Londres e Deustsche Welle mostraram as cenas de aglomeração e criticaram muito as ‘comemorações’ registradas em plena pandemia
Paredões da vergonha





























