O Pastor Everaldo Pereira, presidente nacional do PSC, e seus dois filhos, Filipe Pereira e Laércio Pereira, foram presos na manhã desta sexta-feira (28) na Operação Tris in Idem, que também determinou o afastamento do cargo do governador Wilson Witzel (PSC-RJ).
Policiais federais e uma procuradora chegaram por volta de 6h da manhã ao apartamento do pastor, no bairro do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Em um carro da PF, o pastor saiu de lá por volta das 7h45.
Às 8h25, ele chegou na sede da Polícia Federal no Rio, na Praça Mauá, e por volta das 15h45 chegou ao presídio de Benfica.
Além dele, também foram levados para Benfica também: os filhos do pastor Laércio Pereira e Filipe Pereira, Juan Elias Neves de Paula, Lucas Tristão, Iran Pires Aguiar e Edson da Silva Torres.
Pastor Everaldo foi citado na delação premiada do ex-secretário de saúde, Edmar Santos, por conta da influência dele no Palácio Guanabara. O ex-secretário foi preso por corrupção. Segundo a delação, era o pastor Everaldo quem mandava na saúde.
Além de presidente nacional do PSC, partido do governador Wilson Witzel, desde 2015, o pastor Everaldo também já foi chefe da Casa Civil de Antonhy Garotinho.
Em 2014, foi candidato à Presidência da República sem nunca ter ocupado um cargo político. Na época, ele era pastor da igreja Assembléia de Deus do Ministério Madureira. Ele também já foi deputado federal e candidato ao Senado Federal.
Três anos depois da candidatura à presidência, em 2017, Everaldo foi citado na delação de um executivo da Odebrecht. Na época, o funcionário da empreiteira afirmou que a empresa repassou R$ 6 milhões para a campanha do pastor para que ele ajudasse a candidatura de Aécio Neves pelo PSDB.
Na ocasião, o Pastor Everaldo afirmou que sua campanha “foi bastante modesta, com gastos de R$ 1,4 milhão” e que as doações “obedeceram a legislação vigente”.
Entre 2016 e 2018, Everaldo também foi companheiro de partido de Jair Bolsonaro. O pastor chegou a batizar o presidente nas águas do Rio Jordão em 2016.
Segundo acordo homologado pelo ministro Benedito Gonçalves, as declarações prestadas por Edmar “indicam que um dia antes da deflagração da Operação Placebo o Governador repassou R$ 15 mil em espécie ao Pastor Everaldo, o qual mostrou a quantia a Edmar, com receio, em tese, de que a Polícia Federal encontrasse os valores na realização das buscas.”
“Trata-se de provável tentativa de esconder valores supostamente ilícitos, angariados em espécie (prática usual utilizada por grupos criminosos para evitar o rastreamento do dinheiro).”





























