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CLÁUDIO HUMBERTO
O clima pode esquentar na reunião de diretoria, nesta quarta (27), da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Será a primeira depois que seu presidente, Paulo Skaf, virou réu na Justiça. Ele é acusado de corrupção e caixa 2. A expectativa é até de renúncia, por coerência: em 2016, Skaf defendeu a saída de diretor denunciado como maior devedor da União, mais de R$6,9 bilhões. E fez a Fiesp divulgar nota sobre sua “intransigência no combate à sonegação e corrupção.”
BOBEOU, DANÇOU
O diretor da Fiesp Laodse de Abreu Duarte, cuja saída era defendida abertamente por Skaf, acabou renunciando ao cargo.
A REGRA É CLARA
O artigo 27 do estatuto da Fiesp prevê a destituição de diretor no caso de “conduta incompatível com a ética, a dignidade e o decoro do cargo”.
ACUSAÇÃO ACEITA
Paulo Skaf virou réu na Justiça Eleitoral, acusado de levar R$5 milhões em propina e “caixa dois”, pagos pela Odebrecht, estrela da Lava Jato.
BICO CALADÍSSIMO
Embora solicitado por dois dias consecutivos, por meio da assessoria, a comentar sua situação na Fiesp, Skaf manteve-se em silêncio sepulcral.































