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CLÁUDIO HUMBERTTO
O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, confirmou a esta coluna que não tem planos de retornar ao Brasil após deixar em 31 de agosto o mais importante cargo já ocupado por um brasileiro em organismo internacional. Ele sairá da OMC com um ano de antecedência, e negou que tenha qualquer pretensão de voltar ao Brasil para assumir cargos. A tendência é ele se afastar do setor público.
SÃO SÓ FAKE NEWS
Azevêdo negou também nomeação para cargos no Ministério da Economia ou Itamaraty, como especularam sites importantes no Brasil.
FOCO NO PRESENTE
O diretor da OMC não recebeu qualquer convite do governo Bolsonaro. “Minha única prioridade é organizar os próximos passos na OMC”, diz.
FANTASIA DESFEITA
Roberto Azevêdo descarta qualquer possibilidade de candidatura em 2022. “Não tenho interesse nisso”, garante o diplomata de carreira.
FUI
Antes de anunciar sua saída da direção-geral da OMC, Roberto Azevêdo avisou por telefone o chanceler Ernesto Araújo e o presidente Jair Bolsonaro. Não queria que o governo brasileiro soubesse pelos jornais.
Ô FALSIDADE
Não passaram da mais genuína exibição de falsidade os sorrisos e abraços de Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia, ontem, no Planalto. Eles se detestam, mas chefiam poderes da República e precisam se entender.
PEDALA, CAIADO
O governador do DF, Ibaneis Rocha, aplicou um “pedala” em Ronaldo Caiado, de Goiás, cujo governo negligenciava os doentes de covid-19 do entorno, que, sem opção, lotam hospitais de Brasília. Foi só Ibaneis ameaçar vedar atendimento que Caiado assentiu com trabalho conjunto.
ORGANIZANDO A BAGUNÇA
Bolsonaro tenta se habituar à ideia de parar com declarações na “grade”, na porta do Alvorada, desde que o jornalista Orlando Brito sugeriu que ele se dirija ao comitê de imprensa do Planalto sempre que quiser falar.
LÍDER MODESTO
Militar disciplinado, o deputado Major Vítor Hugo (PSL-GO), líder do governo na Câmara, não tem conselhos para Bolsonaro. “Quem sou eu? O presidente é muito mais experiente, sabe tudo de política”, afirmou.
PATRIOTADA NA MÁSCARA
A deputada Bia Kicis (PSL-DF), bolsonarista raiz, inovou no modelo da máscara de proteção contra covid-19. A máscara da deputada tem a estampa da bandeira brasileira com a foto do presidente.
O PIOR DOS MUNDOS
Levantamento da CNI sobre o impacto do coronavírus revela que 70% das indústrias perderam faturamento, 45% sofrem com inadimplência dos clientes, 44% têm pedidos cancelados e 21% reduziram a produtividade.
PASSOU BATIDO
O TSE parece não ter percebido a jogada: atendeu pedido do PMB e permitiu que partidos paguem os fiscais contratados na eleição com o Fundo Eleitoral. Mais um encargo para justificar o fundão indecente.
PERGUNTA NA FILA
A nova máquina do aeroporto de Brasília que mede a temperatura de passageiros também identifica ladrões?
































