
O ex-presidente do Bahia, Fernando Schmidt, morreu na madrugada desta segunda-feira (4), em um hospital particular de Salvador. A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação do clube.
O sepultamento do ex-presidente tricolor será nesta segunda-feira, às 15h, no Cemitério do Campo Santo, no bairro da Federação.
Schmidt tinha 76 anos e estava internado há quase duas semanas em decorrência de problemas neurológicos. Ele passou uma semana na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital.
Fernando Schmidt foi presidente do Bahia em duas oportunidades. A primeira foi entre os anos de 1975 e 1979. A segunda entre 2013 e 2014. Na segunda oportunidade, ele ficou marcado como o primeiro presidente eleito de forma democrática pelos sócios do Bahia.
Nota oficial dp Esporte Clube Bahia:
A diretoria do Esporte Clube Bahia manifesta solidariedade aos familiares e amigos de Fernando Roth Schmidt, que faleceu no início da madrugada desta segunda-feira (4), em Salvador, aos 76 anos.
Primeiro presidente da era democrática do Esquadrão, eleito pelo voto direto dos sócios no dia 7 de setembro de 2013, também comandou o Tricolor na histórica conquista do heptacampeonato estadual e na construção do Centro de Treinamento do Fazendão, ambas em 1979.
Schmidt estava internado no Hospital Jorge Valente desde o último dia 23, em decorrência de problemas neurológicos, e convivia há décadas com um quadro de diabetes.
Na política, foi ministro interino do Trabalho e Emprego, entre julho e agosto de 2003, assim como vereador na capital baiana e secretário de governo do Estado da Bahia.
Entre os feitos dos 15 meses de sua mais recente gestão, além do título baiano de 2014, pavimentou o processo de recuperação e ampliação do patrimônio azul, vermelho e branco. “É com muita emoção que faço o anúncio dessa negociação (retomada do Fazendão e da Cidade Tricolor) como legado deste mandato-tampão, de pouco mais de um ano, que estamos concluindo”, disse na época.
E lembrou: “Recebemos o clube com zero em caixa, zero em patrimônio, zero em documentos, zero em planejamento, zero em transparência, quase zero em sócios”. Toda a evolução administrativa e esportiva saboreada pelo Bahia Democrático, nacionalmente reconhecida e exaltada, iniciava-se ali.
“Schmidt personificou a democratização do Bahia, unindo os grupos de oposição no seu entorno. Emprestou a sua experiência de vida e futebol pelo propósito de abrir o Bahia para o torcedor. Só quem viveu 2013-2014 sabe o tamanho do desafio que ele precisou enfrentar. Obrigado, Presidente. Seu nome está eternizado na história”, afirmou o vice-presidente Vitor Ferraz, que ingressou no clube naquele período, a seu convite.
O sepultamento será realizado às 15h de hoje, no Cemitério do Campo Santo.































