
REDAÇÃO DO JORNAL DA MÍDIA
Vera Cruz e Itaparica, os dois municípios da Ilha de Itaparica, têm mais casos confirmados de coronavírus que seis municípios da região, juntos. Vera Cruz tem 4 casos e Itaparica 3. O total de sete casos foi oficialmente confirmado pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab).
Levantamento feito pelo JORNAL DA MÍDIA, com base no mapa do coronavírus na Bahia, mostra que, da Ilha de Itaparica até Santo Antonio de Jesus, só um entre os seis municípios analisados o Covid-19 chegou. É justamente Santo Antonio de Jesus, que tem população superior a 100 mil habitantes, e onde foi registrado somente um caso de coronavírus.
Os cinco demais municípios analisados – Salinas da Margarida, Nazaré, Muniz Ferreira, Jaguaripe e Aratuípe – não têm registro do coronavírus.
Moradores da Ilha de Itaparica estão apreensivos com o avanço do coronavírus, apesar de apontarem como corretas as medidas adotadas pelas gestões de Vera Cruz e Itaparica para conter a disseminação do vírus. Mas se queixam que nos finais de semana a Ilha continua “ficando cheia” por conta das pessoas que chegam de Salvador para as suas localidades. Muitos têm casas de veraneio na Ilha.
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Ilha de Itaparica registra quarto caso de coronavírus; Paciente é de Bom Despacho (Itaparica)
Em Vera Cruz, a Prefeitura Municipal decretou o fechamento de todas as praias do município. E, nos fins de semana, o comércio não abre, com exceção de serviços considerados essenciais, como farmácias e supermercados. E mais: a Ponte do Funil, que liga a Ilha de Itaparica às cidades baianas, através da BA-001, está com acesso restrito a moradores, pessoas que estejam se deslocando em serviço e veículos de abastecimento de suprimentos em geral.
Aglomeração nas travessias
Mas, o grande problema persiste: a aglomeração no transporte marítimo, principalmente no Sistema Ferry-boat. Aglomeração inevitável devido aos horários estabelecidos pela Agerba, agência do governo do Estado que regula as travessias Salvador-Bom Despacho e Salvador-Mar Grande.
Apesar de não operar aos sábados, domingos e feriados, a grade de horários estabelecida pela Agerba para o Sistema Ferry-boat facilita e estimula a aglomeração de passageiros nos terminais e ferries. Diariamente, as queixas se se multiplicam contra o órgão regulador e contra a Internacional Marítima, operadora do sistema, que na verdade está somente cumprindo o que estabelece a Agerba.
Risco de contaminação
Pelos horários estabelecidos, um usuário que perder o horário de saída das 8h, só vai poder viajar quatro horas depois, às 12h. O mesmo acontece às 14h, que tem um intervalo de mais quatro horas para a próxima saída, às 18h. Como não acumular passageiros nos terminais? Como evitar a aglomeração e a grande possibilidade de contágio?
Na travessia Salvador-Mar Grande também existem intervalos de 3 horas e meia entre uma viagem e outra das embarcações, que têm capacidade menor de transporte, mas que são muito utilizadas pela população de Vera Cruz como principal meio de transporte para a capital.






























