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CLÁUDIO HUMBERTO
A indicação do diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal, recebeu apoio de peso. Para além do próprio presidente Jair Bolsonaro e família, Ramagem é um nome cuja indicação agradou muito o seu chefe direto há 16 meses: o general Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República.
DIAS SOFRIDOS
Heleno viveu momentos tensos, na crise da demissão de Sérgio Moro: foi ele quem mais se esforçou para aproximar o ex-juiz do presidente eleito.
BOA CONVIVÊNCIA
Ramagem ganhou a confiança do general Heleno pelo profissionalismo à frente da Abin, órgão subordinado ao seu GSI.
GRATIDÃO
Alexandre Ramagem chefiou a segurança na campanha de Bolsonaro, que diz dever sua vida ao delegado e a sua equipe.
TAMOS AÍ
Amigo de longa data do presidente Jair Bolsonaro, o ex-deputado Alberto Fraga (DEM-DF) estava na fazenda da família, no interior de Sergipe, quando começou a crise Moro. A família não queria, mas ele pegou o rumo de Brasília imediatamente. Até porque é cotado para virar ministro.
OBJETIVO ERA ROMPER
Um detalhe fez o governo concluir que Sergio Moro quer o Planalto: ele não esperou a conversa combinada com Bolsonaro, para definir nome consensual a direção da PF. “Todos os delegados são inteligentes”, disse Bolsonaro, “pode ser qualquer um”. Moro preferiu chutar o balde.
XIS DA QUESTÃO
O problema do presidente Jair Bolsonaro, para se fazer acreditar, é a altíssima credibilidade do ex-juiz e ex-ministro da Justiça. A imagem do herói que meteu na cadeia um bando de políticos ladrões é muito viva.
FALTOU DEDICAÇÃO
O presidente Bolsonaro contou que sua “interferência” na Polícia Federal foi para mostrar que se a mesma atenção dada ao caso Marielle fosse conferida ao dele, os mandantes da facada já seriam conhecidos.
DORMINDO COM O INIMIGO
Enquanto Moro saboreava o vazamento de mensagens privadas que trocou com Bolsonaro, não faltou quem lembrasse a atitude do presidente apoiando seu ministro da Justiça, durante a VazaJato.
PODERIA SER MAIS BARATO
A expectativa pela venda direta de etanol aos postos, defendida pelo presidente Jair Bolsonaro, tem tido efeito na produção. Segundo a Conab, a safra atual será a maior da história: 35,6 bilhões de litros. Sem distribuidores/atravessadores, o benefício seria do consumidor.
TRABALHO SEM HOLOFOTE
Enquanto uns buscam atritos para garantir mais tempo de holofotes, a ministra Tereza Cristina (Agricultura) garantiu um Plano Safra 2020/21 específico da agricultura familiar, em decorrência da pandemia.
ENGRENOU
Até pela reconhecida “roda presa” da gestão de Luiz Mandetta, o Brasil demorou a começar testes em larga escala para o coronavírus, mas os números começam a subir rapidamente e já se aproximam dos 300 mil.
PENSANDO BEM…
…só falta a Bolsonaro seguir o exemplo de Sergio Moro, durante a Vazajato, e jurar que não reconhece as mensagens atribuídas a ele.































