
Ex-deputado foi absolvido de acusação de receber propina e sonha com a Secretaria de Governo. (Foto: Alan Marques/Folhapress/Reprodução do Diário do Poder)
CLÁUDIO HUMBERTO
* As informações e opiniões publicadas nesta coluna são de responsabilidade exclusiva do autor e, necessariamente, não refletem a posição do Jornal da Mídia.
Absolvido nesta quinta (12) no Tribunal de Justiça do Distrito Federal da acusação de cobrar propina quando foi secretário de Transportes no DF, o ex-deputado Alberto Fraga (DEM) retoma a briga para se tornar ministro de “Cavalão”, como há 40 anos ele trata o velho amigo Jair Bolsonaro, que se destacava no pentatlo militar. O presidente já utiliza “Pancrácio”, como ele chama Fraga (ex-atleta de arte marcial grega, “tataravô do MMA”), na articulação política junto ao Congresso.
CAMINHO LIVRE
Fraga chegou a ser convidado para o ministério, mas disse a Bolsonaro que preferia aguardar o fim do processo do qual ontem foi absolvido.
MINISTRO PANCRÁCIO
Com a absolvição unânime no TJDF, Fraga, o “Pancrácio” voltou a sonhar com o cargo que mais lhe apetece: a Secretaria de Governo.
AQUI, NÃO, VIOLÃO
Fraga ligou imediatamente para contar a “Cavalão” que foi absolvido, mas sua ida ao Alvorada acabou abortada pela crise do coronavírus.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CORONAVIRUS, O INIMIGO
A convite de Braga Netto (Casa Civil), ministros militares do Planalto discutiram ontem (12) estratégias contra o coronavírus, para além das ações definidas pelo Ministério da Saúde. “A situação subiu de patamar”, disse um deles a esta coluna. De estratégia eles entendem.
DISTÂNCIA PRUDENTE
O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, foi dos primeiros da comitiva de Bolsonaro a Miami a testar para coronavírus, “por precaução”. Mesmo assintomático, preferiu ficar em casa.
NA FILA DO TESTE
Outro que também acompanhou Bolsonaro aos EUA, Ernesto Araújo (Relações Exteriores) esticou para a Washington, onde tinha vários compromissos, mas também achou mais prudente retornar a Brasília.
NO FUNDO DO POÇO
Casou forte impacto o levantamento nacional do Paraná Pesquisas, exclusivo para esta coluna, mostrando que apenas 51,2% dos brasileiros são contrários ao fechamento do Congresso. Mas para impressionantes 43,5%, deputado e senador não servem para nada.
VÍRUS NA CÂMARA É OUTRO
Ontem foi mais uma quinta-feira vazia na Câmara. A presidência da Casa divulgou que Rodrigo Maia estaria “recolhido”. Nada a ver com coronavírus, eles são folgados mesmo. Só trabalham terças e quartas.
VÍRUS DA EXPLORAÇÃO
O deputado distrital José Gomes (PSB) pediu que o Procon investigue farmácia e mercados pelo aumento abusivo do álcool gel em Brasília. Pesquisa apontou salto de R$16 para R$42 em apenas uma semana.
AMOR À PRIMEIRA VISTA
O ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União, e a cantora Vanessa da Mata estão a caminho do altar. Se conheceram no Leblon (RJ), apresentados por Fabiano Serfaty, e foi amor à primeira vista.
TUDO AQUI É PIOR
Crise mundial do coronavírus e briga de produtores de petróleo fizeram a bolsa despencar a 72,5 mil pontos. No impeachment, crise exclusiva do Brasil, o tombo foi muito pior e levou a bolsa aos 37,5 mil pontos.
PENSANDO BEM…
…não deixa de ser perturbadora uma semana que começou com bolsas em pânico, viu o avanço do coronavírus e acaba numa sexta-feira 13.
































