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CLÁUDIO HUMBERTO
O Congresso vive a expectativa de definir se há reeleição no Senado e até na Câmara dentro de uma mesma legislatura. No Senado, Davi Alcolumbre tem um argumento: “na Câmara já é assim”. Não é. E, na Câmara, Rodrigo Maia tenta saída para se “eternizar” no cargo. Ambas as possibilidades são remotas, mas não se deve subestimar a dupla. Não faltam candidatos a substituir Maia, como Arthur Lira (PP-AL), do “centrão”, que em 2019 abriu mão em favor da reeleição do carioca.
CENTRO ‘HISTÓRICO’
Na Câmara, também há Baleia Rossi (MDB-SP), Agnaldo Ribeiro (PP-PB), Marcos Pereira (Rep-SP) e Osmar Terra (MDB-RS), ex-ministro.
EX-CANDIDATOS
No Senado, Ângelo Coronel (PSD-BA), que foi candidato em 2019, e Esperidião Amim (PP-SC) podem disputar contra Alcolumbre.
NOMES EMEDEBISTAS
Eduardo Gomes (TO), líder do governo no Congresso, e Simone Tebet (MS), presidente da CCJ, são do MDB, e fortíssimos no Senado.
EXÉRCITO PRÓPRIO
Prestes a se mudar para o apartamentaço de 800 metros quadrados adquirido por um filho, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado leva vida de príncipe árabe em Fortaleza. Anda com dez seguranças.
TÃO PERTO, TÃO DISTANTE
O ministro Jorge Oliveira (secretaria geral) só perderia para ele mesmo a disputa pela vaga de ministro do STF, em lugar de Celso de Mello: o presidente Bolsonaro não abre mão do seu aconselhamento jurídico.
TROCA DE LEGENDA
Em rota de colisão com a família Gomes, o governador Camilo Santana (PT) negocia sua filiação ao PSB. Quer ser candidato a presidente, coitado. Acredita que pode superar o desgaste do motim da PM.
STF CARNAVALESCO
No espírito da Câmara e Senado, o Supremo Tribunal Federal também cancelou o calendário de julgamentos previsto para essa semana. No dia 3 de março, no entanto, há 43 ações na pauta do STF.
SEGURANÇA JURÍDICA
A nova presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministra Cristina Peduzzi, tem um compromisso prioritário de valorização da Justiça do Trabalho, “tendo a lei como inspiração” e “criar cenário onde a segurança jurídica seja a regra para empregados e empregadores”.
BURRADA DO ANO
Dois diplomatas que vieram de Wuhan merecem o troféu de “mancada do ano”. Acompanharam um colega destacado para assistir os que seriam repatriados e foram impedidos de retornar a Pequim, onde suas famílias estavam. Foram forçados a voltar ao Brasil e à quarentena.
LÍDERES DO TOMÁ-LÁ-DÁ-CÁ
O senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ) definiu como “compensação” a disponibilizar R$30 bilhões ao Congresso, defendida por alguns líderes partidários. Mas ficaram irritados com o veto do presidente Bolsonaro.
DEPUTADO MEDIEVAL
Em relação à denúncia desta coluna sobre as 760 viagens de Rodrigo Maia desde que virou presidente da Câmara, a leitora Rosa de Gouveia, diz “em pleno século XXI age como os nobres medievais”.
PENSANDO BEM…
…se o dólar é flutuante, o real precisa aprender a nadar.































