
A partir de agora, ele terá de bancar alguns benefícios, como secretária, motorista, segurança, advogados e assessoria de imprensa. Embora estivesse afastado de funções executivas desde sua prisão, Marcelo ainda constava como funcionário. Além disso, desde que teve a progressão da pena para o regime semiaberto, Marcelo vinha frequentando o prédio do conglomerado, na Marginal Pinheiros, e até participando de reuniões com executivos, sobretudo da área de compliance.
Segundo fontes, a demissão teria partido do pai, Emílio Odebrecht. O atual presidente do grupo, Ruy Sampaio, assinou a decisão e coube ao departamento jurídico informar Marcelo Odebrecht sobre seu desligamento. Segundo fontes próximas, a decisão de Emílio vem sendo amadurecida há algum tempo para dar um basta aos ataques do filho.
Em nota, Marcelo afirmou que sua demissão “é apenas a demonstração inequívoca de mais um ato de abuso de poder do atual presidente da Odebrecht S.A. que, na tentativa de paralisar a apuração pelo compliance de fatos que lhe atingem e que deveriam estar protegidos por sigilo, retalia o denunciante como forma de intimidá-lo”.
A briga entre pai e filho se intensificou nos últimos dias, com a troca de comando da empresa. Na segunda-feira, 16, Luciano Guidolin, que comandava o grupo nos últimos anos, foi substituído por Sampaio, que estava no conselho do conglomerado e é visto como homem de confiança de Emílio.






























