
Por meio do diagnóstico conduzido por essa área da medicina, os especialistas conseguem realizar o aconselhamento genético do paciente e de seus familiares e direcionar o médico à escolha terapêutica mais adequada para determinada doença, o que possibilita tratamentos mais individualizados.
“Com o desenvolvimento da Oncogenética nos últimos anos, conseguimos elaborar estratégias de combate à doença, incluindo diagnóstico precoce e tratamento, no estágio inicial do câncer. A ideia é olhar para o paciente da forma mais personalizada possível”, explica a médica Larissa Souza Mario Bueno, geneticista da Diagnoson a+. De acordo com a especialista, o mapeamento genético é indicado principalmente para pessoas que desenvolveram os tumores ainda muito jovens e para quem têm parentes de 1º e 2º graus com histórico da doença.
Outro exemplo são as mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, relacionadas ao câncer de mama, que têm 50% de chance de ser transmitida aos filhos de um portador. A pesquisa desses genes tem recebido destaque nos últimos anos por auxiliar na tomada de condutas profiláticas e terapêuticas e são estimuladas para grupos de risco para neoplasias, especialmente em casos de cânceres de mama e de ovário.
Exames evitam quimioterapia
Cento e onze pacientes do Hospital Pérola Byington, com câncer de mama em estágio inicial, foram indicadas para a realização do teste genômico Oncotype DX – desenvolvido pela norte-americana Genomic Health e distribuído pelo Grupo Fleury, detentor da Diagnoson a+ na Bahia. O exame é capaz de detalhar o risco de agressividade do câncer mamário, possibilitando uma previsão sobre a resposta do tumor aos tratamentos disponíveis e, consequentemente, a decisão terapêutica mais adequada para cada caso.
Antes de o teste ser realizado, 109 das 111 pacientes tinham a indicação clínica de fazer sessões de quimioterapia. Após a realização do exame, houve redução do número de indicações de quimioterapia em 69,7% das pacientes (76 das 109). Ao invés da quimioterapia, essas mulheres estão sendo tratadas com hormonioterapia e, algumas delas, com radioterapia. Os números são de um estudo científico realizado pelo Centro de Referência de Saúde da Mulher – Hospital Pérola Byington com o Grupo Fleury, que recebeu o prêmio Jorge Marsillac durante o XXII Congresso Brasileiro de Mastologia, este ano, no Rio de Janeiro (RJ).
































