
“É preciso conscientizar os médicos para a importância de orientar suas pacientes sobre a possibilidade de congelar seus óvulos antes de iniciar um tratamento de câncer, especialmente as mais jovens ou aquelas que ainda não tiveram filhos, mas ainda pretendem ter. Com os avanços da medicina, a paciente após superar a doença quer retomar sua vida, trabalhar, constituir família, ter filhos”, afirma o ginecologista Joaquim Lopes, especialista em Reprodução Humana e diretor do CENAFERT – Centro de Medicina Reprodutiva.
O especialista esclarece: “O tratamento nem sempre vai afetar a fertilidade da mulher, nem toda mulher que se submete a um tratamento oncológico vai sofrer de infertilidade, há vários fatores, como o tipo de tumor, as drogas utilizadas e a idade da mulher que podem influenciar no surgimento de uma infertilidade temporária ou irreversível”.
Cerca de 60 mil novos casos de câncer de mama devem ser registrados apenas em 2019, segundo estimativa do INCA. Apesar de ser o tipo de tumor mais incidente entre as mulheres no Brasil e no mundo, depois do de pele não melanoma, a doença não deve ser encarada como uma sentença de morte.






























