
REDAÇÃO DO JORNAL DA MÍDIA
Nomeado em março deste ano para a presidência da Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba), por indicação do presidente Jair Bolsonaro, o engenheiro José Alfredo de Albuquerque e Silva estaria sendo literalmente fritado por um grupo insatisfeito com a sua posição firme em defesa do patrimônio público.
A questão, no caso, envolve uma área do Porto de Aratu, pertencente à Codeba, vendida à Bahia Terminais pela extinta Sudic, autarquia do governo do Estado.
Em maio deste ano, José Alfredo aprovou uma proposta apresentada durante reunião do Conselho da Autoridade Portuária, na Codeba, no sentido de que a Companhia recorresse à Justiça, como fez, para proteger a área do Porto de Aratu.
Desde então e por contrariar interesses políticos e empresariais locais, o presidente da Codeba vem sendo vítima de críticas com o objetivo único de enfraquecer a sua gestão. Mais que isso: querem o cargo de José Alfredo.
Informações chegadas ao JORNAL DA MÍDIA apontam que esse grupo já trabalha, junto ao governo federal, até um nome para assumir a presidência da Codeba, caso consiga concretizar a queda de José Alfredo. Trata-se do advogado e empresário Jenner Augusto da Silveira Kruschewsky.
Desde 2012 a empresa Bahia Terminais S.A., segundo o processo da Codeba, tomou a posse da área no Porto de Aratu, derrubando as cercas do terreno, onde pretende construir um terminal portuário privado.
“Além de não atender os requisitos da lei das S.A., esse senhor (Jenner Augusto) já vociferou críticas veementes à gestão da Codeba e, ainda, teria implementado, com a ajuda da Justiça baiana, medidas extremamente danosas ao desempenho operacional do porto, em favor de seus clientes”, disse uma fonte do setor portuário ao JORNAL DA MÍDIA.

Faturamento histórico
Com larga experiência no setor portuário brasileiro, acumulando passagens nos Portos de São Paulo, Rio Grande do Sul, Pará, Ceará e na Secretaria dos Portos do Governo Federal, João Alfredo já emplacou em pouco mais de quatro meses no cargo de diretor-presidente da Codeba um resultado importante para a economia da Bahia: os portos administrados pela Companhia registraram um novo recorde nas receitas de movimentação de cargas.
A receita tarifária das operações realizadas nos Portos de Salvador, Aratu/Candeias e Ilhéus, atingiu valores históricos no mês de julho de 2019, superando os maiores registrados pela companhia.
A Codeba registrou em julho o recorde absoluto de faturamento, atingindo a marca de R$ 15,6 milhões, aumento de 40,42% em relação ao mês anterior, e superando ao recorde já registrado no mês de janeiro deste ano quando totalizou R$ 14,3 milhões.
A área total do Porto de Aratu, de acordo com a portaria 237 do Ministério dos Transportes, em 27 de junho de 1996, é de 4.192.670m2. É composta de dois imóveis registrados no Cartório de Registro de Imóveis e Hipotecas de Candeias – Bahia sob os números 1067 e 3573.
Apesar disso, a Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial – Sudic, autarquia do Governo do Estado já extinta, efetuou a venda, para a Bahia Terminais S.A., de um imóvel com área que se sobrepõe ao da matrícula de No. 3573 e que foi registrado em 12 de novembro de 2012, sob a matrícula No. 5791.
Desde 2012, a empresa Bahia Terminais S.A. tomou a posse da área da Codeba, derrubando as cercas do terreno e onde pretende construir um terminal portuário privado. Como só agora as medidas judiciais cabíveis foram tomadas pela Codeba, acredita-se que houve falhas pelas autoridades fiscalizadoras federais acerca das irregularidades identificadas.

































