
– Eu tenho a foto de vocês dois aqui no meu celular. Tá escuro, mas dá pra ver que são vocês – dirá ele.
A megera pedirá segredo a Jardel, que exigirá dinheiro para ficar calado.
– Eu pago. Vou no banco mais tarde. A gente marca um encontro e levo o dinheiro. É melhor não ser aqui, pra ninguém ver – responderá Josiane.
Eles, então, marcarão um encontro numa estação de metrô. Um tempo depois, Jardel aparecerá próximo aos trilhos e Josiane surgirá com a bolsa de dinheiro:
– Passei no banco. Está tudo aqui. Raspei o que tinha. Cheguei bem perto do que me pediu.
Antes de entregar a quantia, a vilã exigirá que o mordomo apague as imagens do celular. Jardel deleterá as fotos e Josiane dará mais uma ordem: que ele nunca mais apareça em sua casa.
– Relaxa. Eu vou pedir demissão – afirmará o funcionário de Maria da Paz.
– Então tá tudo combinado. Fica com a grana e não se fala mais nisso – responderá a moça.
– Como é que é? Não se fala mais nisso? – questionará Jardel.
A filha da empresária dirá que eles tinham um combinado.
– Não tem nada de combinado. Eu vou querer mais grana. Muito mais.
Josiane lembrará que Jardel já apagou as fotos.
– Em que mundo você vive, garota? Eu mandei a foto pra um arquivo seguro – debochará ele, acrescentando que vai pedir dinheiro todos os meses.
– Eu não tenho essa grana – reclamará Josiane.
– Sua mãe tem. Se vira. Achou que podia me humilhar o resto da vida? Agora sou eu que humilho você. Vai ter que passar o resto da vida ajoelhada implorando pra eu não contar.
Neste momento, a vilã notará que o trem está se aproximando e empurrará o rapaz, que cairá nos trilhos e morrerá.
Fonte: Jornal Extra / Patrícia Kogut / Rio de Janeiro / Grupo Globo































