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CLÁUDIO HUMBERTO
Inexperiente nas relações políticas, o ministro Sergio Moro (Justiça) “saiu maior do que entrou”, como classificou o senador Álvaro Dias (Podemos-PR), após quase 11 horas de sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, sobre as supostas mensagens entre o ex-juiz da Lava Jato e procuradores da República. Moro conseguiu navegar entre perguntas maldosas, recheadas de falsidades, e elogios efusivos de parlamentares aliados da operação da PF e do governo.
APRENDEU FAZENDO
No início, Sergio Moro estava mais arisco, respondia quase irritado a quase todas as insinuações. Ao fim da reunião já estava mais calejado.
MENTIRA E COVARDIA
Senador do PT-SE aproveitou a exposição na TV para lançar uma mentira no ar, tentando atingir Moro através de sua mulher advogada.
O INIMIGO
O petista Paulo Rocha (PA) acusou a Lava Jato de “quebrar empresas” no Brasil. E calou, certamente por vergonha, sobre corrupção.
CONTA DE SOMAR
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, colocará a reforma da Previdência em votação no plenário quando contabilizar ao menos 330 votos favoráveis. São necessários 308. O governo já conta 320.
MUITA CALMA NESSA HORA
Sérgio Moro foi acusado de contratar “mídia training” antes de ir ao Senado, como se isso fosse irregular, e até sua mulher de advogar para acusados na Lava Jato. Manteve a calma diante das mentiras.
OMISSÃO TRÁGICA
O tal conselho tutelar também precisa explicar sua atitude omissa no caso Rhuan, de 9 anos, morto e esquartejado pela própria mãe e sua companheira, em Samambaia (DF), apenas por ser menino.
OPOSIÇÃO DE SEMPRE
Senadores de oposição ficaram incomodados com Joice Hasselmann (PSL) acompanhando Sérgio Moro. São mal-educados ou não sabem que, como líder do governo no Congresso, era obrigação da deputada.
PRODUTO DE CRIME
O senador Roberto Rocha (PSDB-MA) ficou estupefato por passar mais de dez horas discutindo o “produto de um crime”, isto é, mensagens roubadas entre o ministro Sergio Moro e procuradores da Lava Jato.
CONTRA A REFORMA
PT, PSB, PDT, PCdoB e Psol prometem fazer de tudo para atrapalhar a reforma da Previdência no plenário da Câmara. O maior problema desses partidos de oposição é volume: juntos têm apenas 131 votos.
DITADURA TRAUMATIZA
Telmário Mota (Pros-RR) mudou após visitar Nicolás Maduro. Passou a votar com o governo e ontem até elogiou Sérgio Moro, criticando quem o ataca. Há quem diga que conhecer a Venezuela foi um trauma.
CONFIANÇA NA INDÚSTRIA
A prévia da Sondagem da Indústria de junho de 2019 sinaliza recuo de 1,4 ponto do Índice de Confiança da Indústria (ICI) em relação ao número final de maio, anunciou a FGV/IBRE.
PENSANDO BEM…
…a ida Moro ao Senado foi um verdadeiro exercício de paciência, inclusive dos telespectadores.

































