
O Grupo Fleury, que inclui a marca soteropolitana Diagnoson a+, lança um exame de sequenciamento de DNA que usa computação cognitiva para auxiliar médicos a identificar medicamentos e ensaios clínicos relevantes, com base em alterações genômicas de um indivíduo e dados extraídos da literatura médica. Trata-se do Oncofoco, que provê informações por meio de inteligência artificial para auxiliar a tomada de decisão médica na assistência personalizada dos pacientes com casos de câncer complexos. O Grupo Fleury é o primeiro parceiro da unidade IBM Watson Health na América Latina, por meio de acordo firmado para uso da solução Watson for Genomics no Brasil.
Em pouco mais de um ano, o teste foi desenvolvido e submetido a um abrangente processo de validação. Os estudos envolveram amostras tumorais de pacientes submetidos à biopsia ou incisão cirúrgica, cujos materiais foram processados internamente pelo Grupo Fleury, em um painel de sequenciamento de próxima geração (Next Generation Sequencing – NGS, na sigla em inglês), e submetidas a análises simultâneas em dois laboratórios internacionais de referência. O objetivo foi gerar uma base para efeito comparativo e, assim, garantir a acurácia no diagnóstico do primeiro teste a ser realizado no Brasil com o uso de inteligência artificial.
O teste é apresentado em duas versões: o Oncofoco Ampliado, capaz de avaliar as alterações existentes em 366 genes, e o Oncofoco, que avalia 72 genes. O exame é direcionado a pacientes oncológicos que, em geral, já estão em fase metástatica, não respondem ao tratamento padrão e necessitam de uma alternativa terapêutica.
A partir das alterações tumorais encontradas nestes genes é utilizada a ferramenta de bioinformática, desenvolvida totalmente pelo Grupo Fleury, e que traz combinações de algoritmos para garantir que sejam identificadas as variações genéticas associadas à patologia manifestada.
O algoritmo traz um grupo de variações que atendem aos parâmetros mínimos de qualidade estabelecidos, para depois serem submetidas à tecnologia de computação cognitiva. A ferramenta é capaz de gerar, em poucos segundos, um relatório com dados de ensaios clínicos presentes na literatura médica mundial e uma lista de medicamentos ou tratamentos que podem responder às alterações genômicas encontradas na amostra tumoral em questão. A solução de inteligência artificial utiliza pesquisas, estudos clínicos e artigos científicos ao fornecer para os oncologistas um conhecimento combinado das instituições de câncer mais importantes mundialmente.





























