Mesmo não tendo alcançado a produção média prevista no 2º levantamento técnico, que era de 56 sacas de soja por hectare, o oeste da Bahia chegou bem perto deste número. Dados do último levantamento para a safra 2016-17, realizado na segunda-feira (08), dão conta de que a colheita na região alcançou o patamar de 54 sacas da oleaginosa por hectare, um aumento de quase 55% em relação à safra anterior, quando foram aferidas 35 sacas por hectares.

Já o milho, não deve confirmar a estimativa inicial de colheita, que era de 163 sacas por hectares. Mesmo assim, a cultura pode registrar um módico aumento em relação à safra anterior, passando de 115 sacas por hectares para 130 sacas por hectares. A área plantada no oeste da Bahia é de 180 mil hectares.
Segundo o engenheiro agrônomo e membro do Conselho Técnico da Aiba, Luiz Stahlke, os números são ótimos, mas poderiam ser ainda melhores levando em consideração o potencial da região. O fato de não ter atingido a projeção ele atribui à falta de chuva no final de dezembro e início de janeiro, que interferiu um pouco na produtividade do milho e da soja, sobretudo nas variedades precoces, que foram mais castigadas.
Com a colheita da soja finalizada em 100% da área plantada, ou seja, 1,580 milhão de hectares, os números apresentados são definitivos. Já os dados finais para o milho e o algodão devem ser confirmados em setembro, quando o conselho deve se reunir novamente e as colheitas já estarão finalizadas.
Ainda nesta reunião, foi definido o nome do novo presidente do Conselho Técnico da Aiba, o consultor e engenheiro agrônomo Landino José Dutkievicz. O Conselho Técnico é formado por representantes de associações de produtores, sindicatos, multinacionais, instituições financeiras e órgãos governamentais. As previsões são feitas sempre considerando fatores como perspectivas de mercado, nível tecnológico, condições climáticas e controle fitossanitário.































