Um arquiteto contratado pelo Corinthians para atuar nas obras da Arena foi, simultaneamente, remunerado pela Odebrecht, empreiteira que ergueu o estádio entre 2011 e 2014. A Arena, que custou mais de R$ 1 bilhão e foi parcialmente financiada pelo BNDES, é motivo de divergências entre clube e a construtora.

Segundo reportagem deste sábado (5) do portal Globoesporte.com, ao longo de 2012 e 2013, Jorge Borja era o representante do clube em contratos entre a Odebrecht e empresas que forneciam serviços ou produtos para a obra. O GloboEsporte.com teve acesso a 34 desses contratos, todos com sua assinatura – ele usava um carimbo do clube, seu nome, seu RG e sua inscrição no CREA, o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura.
Com a chancela de Borja (portanto do Corinthians), a Odebrecht contratou empresas que forneceram ar-condicionados, móveis, placas de mármore, o gramado do estádio e vários outros produtos serviços, como pintura e instalações elétricas e hidráulicas. Os contratos têm valores que variam de R$ 23 mil a R$ 36 milhões. No dia 1º de setembro de 2013, com a obra em curso, uma empresa de Jorge Borja chamada Tecnotrade foi contratada pela Odebrecht por R$ 1,4 milhão para “elaborar o projeto executivo das instalações provisórias usadas durante a Copa”.
No dia 2 de setembro, portanto um dia depois de ter sido contratado pela Odebrecht, Jorge Borja assina pelo Corinthians um contrato entre a construtora e uma empresa para “fornecimento e montagem de placas de granito para revestimento de pilares”, no valor de R$ 85 mil. Ao contratar a Tecnotrade (empresa de Borja), a Odebrecht informa que o fez “nos termos e condições” de uma “proposta comercial s/n data 04/06/2013”. Depois de ter enviado uma proposta comercial para a Odebrecht, em 4 de junho de 2013, Jorge Borja assinou pelo menos dez contratos como representante do Corinthians.
Fonte: Globoesporte.com/Martín Fernandez































