Da Agência Lusa
As emergências humanitárias que atualmente atingem Síria, Iraque, Iêmen e Sudão do Sul são as que mais preocupam a Organização Mundial de Saúde (OMS), disse hoje (5) o diretor de Gestão de Emergências e Resposta Humanitária, Rick Brennan.

Segundo cálculos da organização, nestes quatro países há mais de 32,5 milhões de pessoas que precisam de assistência médica e sanitária, o que representa quase metade dos 79 milhões de pessoas nesta situação em todo o mundo, no ano de 2015.
A OMS estima que para suprir estas necessidades em 2016 é preciso um financiamento de US$ 2,2 milhões em ajuda, e espera contribuir com mais de um quarto desse valor.
Apenas na Síria, a OMS procura ajuda para 11,5 milhões de pessoas que necessitam de ajuda sanitária, incluindo tratamentos para traumas emocionais e tratamentos de saúde mental.
A organização também procura ajuda para vacinas, medicamentos e material médico para os 5 milhões de refugiados que se encontram nos países vizinhos.
África e América Latina
Além da Síria, Iraque, Iêmen e Sudão do Sul, Rick Brennan citou a República Centro-Africana e a Etiópia como “áreas que não podemos deixar de vigiar”.
O caso da Etiópia é especialmente preocupante para a OMS, porque o país sofre os efeitos adversos do fenômeno climático El Niño, que provocou uma das maiores secas em décadas no país e deixou quase meio milhão de crianças em estado de subnutrição severa.
Outras emergências, como a do Zika na América Latina e a epidemia de febre amarela em Angola, somam-se aos 30 países para os quais a OMS pediu ajuda internacional, entre eles Guatemala, Honduras, Somália, Palestina e Ucrânia.
O principal problema que a OMS enfrenta para atender a estas emergências são as doações pois, segundo Brennan, “o nível das necessidades aumentou de modo absolutamente mais rápido do que o das doações”, nos últimos anos.
O diretor explicou que, apesar de a OMS receber maior quantidade de doações que outras organizações internacionais (consegue cobrir entre 50% e 60% do solicitado), 2015 foi um ano especialmente difícil, em que só conseguiu obter cerca de 37% das verbas requeridas.
De acordo com Rick Brennan, os doadores aumentaram as quantidades doadas ano após ano, mas a ajuda humanitária “não acompanhou o ritmo” das necessidades.































