
O abandono de piscinas e as diversas construções em bairros como Caminho das Árvores, Stella Mares e Ondina contribuem cada vez mais para a proliferação da doença. A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) divulgará no fim deste mês de junho os dados atualizados da infestação da Dengue na capital baiana. No ano passado, Salvador notificou 812 casos da doença, sendo que 314 foram confirmados. Uma pessoa morreu. Neste ano de 2014 foram confirmados 273 casos em Salvador, com um óbito.
Mas como detectar e tratar uma doença que é muito parecida com uma virose, já que a pessoa infectada apresenta febre alta, dor de cabeça, nos olhos, corpo e juntas? Os sintomas são parecidos com os de várias outras doenças infecciosas. Por isso, é necessário realizar um exame laboratorial para tentar confirmar a enfermidade. Outro problema surge porque o resultado só se torna positivo em um exame convencional para detectar a dengue de quatro a cinco dias após o início dos sintomas.
“E é nesse tempo que o diagnóstico para o manejo clínico da dengue é mais importante, pois torna-se um recurso valioso para a realização antecipada de monitoramento e terapia de suporte da doença, o que reduz o risco de complicações”, afirma o infectologista do Laboratório Sabin, Alexandre Cunha.
A demora na positividade do resultado ocorre porque o exame tradicional é feito com base na detecção dos anticorpos contra o vírus no sangue, que só surgem após o 4º ou 5º dia. O organismo leva algum tempo para começar a produzi-los. Além disso, a Dengue é uma doença infecciosa aguda causada por um vírus que tem quatro sorotipos. Segundo o infectologista, nos exames tradicionais os anticorpos IgM podem não ficar positivos em uma infecção por um 2º sorotipo, justamente nos casos de maior risco de complicações.
Considerado um avanço na luta contra a dengue, o exame de pesquisa de antígeno NS1 já está disponível no Laboratório Sabin. Este é um teste de sangue que tem como diferencial a detecção de partículas do antígeno NS1 do vírus da Dengue pela técnica Elisa de captura. Essa característica do exame possibilita o diagnóstico da doença já a partir dos primeiros sintomas. O resultado leva apenas duas horas para ser liberado.
Em razão de ser uma novidade no mercado, a pesquisa de antígeno NS1 da dengue ainda é pouco solicitado pelos especialistas. “É necessário que o médico especifique no pedido a pesquisa do antígeno NS1, além da pesquisa de anticorpos”, elucida Alexandre Cunha.


























