CLÁUDIO HUMBERTO
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As propostas de CPI da Petrobras foram empurradas ao plenário do Congresso, de maioria governista, porque o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), em pleno ano eleitoral, não quer assumir o ônus de “matar” a investigação, ainda que não a queira. A ameaça de abrir a “caixa preta” de negócios celebrados à sombra da Petrobras aterroriza governantes, ex-governantes e políticos do PT, PMDB e PP.
Sob controle – Se o plenário não arquivar de vez a CPI da Petrobras, a comissão será controlada por maioria governista, que indicará presidente e relator.
Botão de pânico – O ex-presidente Lula, em cujo governo os negócios de refinarias foram fechados, tem advertido os aliados sobre os “riscos” da investigação.
Afilhado enjeitado – O bate-boca entre Calheiros e Delcídio Amaral (PT-MS) sobre quem indicou Nestor Ceveró à Petrobras mostra o pânico que o tema suscita.
O operador – Ex-diretor Internacional, Ceveró “operou” a compra, por US$ 1,3 bilhão (R$ 2,7 bilhões), da refinaria americana que valia US$ 42,5 milhões. (Coluna de Cláudio Humberto)
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