
São moradores do bairro e adjacências, poucos deles fazem parte da comunidade universitária. Vários nunca fizeram um curso superior. Mas todos têm uma relação afetiva com a maior universidade pública baiana por conta dessas atividades, que no jargão acadêmico são chamadas de extensionistas.
À frente de toda essa movimentação está o Grupo de Trabalho de Educação Física (Gtef), vinculado à Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da instituição, e coordenado pelo professor Dilton Santos de Cerqueira. “Esse trabalho tem mudado a vida de muita gente. As pessoas que frequentam regularmente nossas aulas não ficam doentes com facilidade. O condicionamento físico fortalece o sistema imunológico, é um suporte para a vida”, avalia o professor Dilton.
Atualmente, são cerca de quatro mil alunos inscritos nas várias atividades do Gtef, e esse trabalho começou há quase três décadas. Foi em 1985, quando o professor Dilton veio trabalhar na Uneb. Naquela época, a instituição não permitia o acesso da comunidade externa ao campus universitário.
“Os jovens que moravam nas vizinhanças queriam entrar para bater um babinha na quadra, praticar algum esporte, mas não era permitido. Revoltados, eles agrediam as instalações e pessoas da universidade, até jogando pedras para dentro da quadra. Com muita negociação, eu consegui abrir esse diálogo entre a academia e a sociedade. Hoje, essa relação é tranquila e muito proveitosa”, recorda.





























