As novas revelações sobre a compra de uma refinaria em Pasadena, no Texas (EUA), pela Petrobrás mobilizaram nesta quarta-feira, 19, deputados federais e senadores no Congresso. A oposição tenta aproveitar a má relação do PMDB com o governo para obter o apoio da sigla governista a fim de instalar uma CPI para investigar o negócio.
O Estado revelou que a presidente Dilma Rousseff, quando era chefe da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, em 2006, apoiou a compra de 50% da refinaria de Pasadena. Ao justificar a decisão, Dilma afirmou, em nota oficial, que só tomou a decisão porque se baseou em um parecer “falho”, com “informações incompletas”.
A compra da refinaria é investigada pelo Ministério Público, pela Polícia Federal e pelo Tribunal de Contas da União. Há suspeitas de superfaturamento no negócio, que envolveu US$ 1,18 bilhão, e evasão de divisas.
Nos bastidores do Congresso, a criação da CPI já conta com o apoio do líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), comandante do “blocão” que vem impondo derrotas ao Palácio do Planalto no plenário da Câmara. Os governistas, porém, dizem que a investigação parlamentar não é necessária. A direção da Petrobrás não se pronunciou nesta quarta sobre o tema. Graça Foster iria a um seminário em São Paulo nesta quarta, mas cancelou na última hora a sua participação.(Estadão)































