As informações de que o Atlético-PR usou dinheiro destinado à reforma da Arena da Baixada para contratar jogador o lateral ao Vitória, divulgadas pelo jornal ‘Folha de são Paulo’, na edição desta terça-feira (11), foram rechaçadas pelo clube paranaense. A Folha disse que o Furacão pagou R$ 1,5 milhão ao time baiano para comprar 50% dos direitos econômicos do jogador. O dinheiro, segundo o jornal, saiu da conta da CAP S/A. A empresa foi constituída pelo clube para receber recursos públicos para obras no estádio que vai receber jogos da Copa do Mundo. A Folha obteve extrato da transferência efetuada no dia 26 de dezembro. Não é possível identificar se o dinheiro saiu do Atlético-PR ou se é parte do dinheiro público recebido.
O Atlético-PR afirmou, em nota pública, que a notícia é infundada. Leia na íntegra a nota oficial do Atlético-PR:
”Divulgou-se hoje que o Atlético teria utilizado dinheiro da CAP S/A na aquisição de um jogador de futebol (lateral direito Léo, hoje no Flamengo). Fosse verdadeira, a notícia seria grave, sem dúvida. A CAP S/A é uma sociedade com o propósito exclusivo de executar as obras do Estádio. Recebeu financiamentos de Bancos Públicos. Estes recursos não poderiam ser utilizados para comprar jogadores, é claro. A verdade é que não houve isso. A notícia é falsa.
Como é de conhecimento público (por razões estranhas à questão noticiada) houve sistemáticos atrasos nos repasses dos valores dos financiamentos à CAP S/A. Para que a obra não sofresse ainda mais com a ausência de recursos, o Clube Atlético Paranaense fez uma série de empréstimos à CAP S/A, em contratos de mútuos que estão contabilizados. Tais movimentações estão devidamente auditadas pela Pricewaterhouse. No momento do indicado pagamento pelo jogador Léo ao Esporte Clube Vitória, a CAP S/A devia ao Clube Atlético Paranaense 28 milhões de reais. Mútuos contabilizados e auditados que ajudaram a salvar a obra em um momento de atraso no repasse dos financiamentos.
Assim que entrou o valor de uma parcela do financiamento, no final do ano passado, a CAP S/A pagou ao Clube Atlético Paranaense parcialmente os mútuos com transferência para a conta do Clube e, no caso do jogador Léo, fez pagamento direto para a conta de um credor. A operação é juridicamente irretocável (pagamento de dívida por terceiro, com posterior reembolso com a quitação parcial de mútuo – art. 305 do Código Civil) e está, para insistir, contabilizada e auditada.
A notícia originalmente veiculada, enfim, é falsa. Houve muito dinheiro do Clube Atlético na CAP S/A. Nenhum dinheiro da CAP S/A no Clube Atlético. É o que diz o balanço auditado. A propósito, recentemente o Clube Atlético Paranaense voltou a ser credor da CAP S/A, em novos contratos de mútuo para dar conta de atraso no repasse da última parcela do financiamento.






























