
O Afoxé Filhos de Gandhy é uma das 100 entidades de matrizes africanas que integram o desfile Ouro Negro no Carnaval da Cultura – promovido pela Secretaria da Cultura do Estado da Bahia. “Ai de nós se não tivéssemos este apoio. É muito importante não só para o Gandhy, que é uma entidade de grande porte, mas também para as pequenas que estão nascendo”, declarou o diretor social e “guru” do Gandhy, Tio Souza, durante missa celebrada na igreja Rosário dos Pretos, no Pelourinho, em comemoração aos 65 anos do afoxé completados nesta terça-feira (18).
O carnaval do Gandhy começa no domingo (2/03) às 15 horas, com saída da sua sede, no Pelourinho. Na segunda (3/03), a concentração é às 14 horas no Farol da Barra e, na terça-feira (4/03), o afoxé estende novamente o seu tapete branco pela avenida, com saída da Rua Chile, às 15 horas.
O retorno das saudosas alegorias gigantes é a grande novidade para o carnaval do Gandhy este ano. “Faz muito tempo que não levamos o camelo e o elefante para as ruas. Este ano eles estarão de volta, trazendo, cada um, uma criança”, revela Tio Souza. O camelo e o elefante simbolizam força, resistência e remetem à luta de Mahatma Gandhi pela liberdade do povo indiano. A banda também apresenta uma nova roupagem, com a direção artística de Elísio Lopes e com Letieles Leite no musical. “Estamos inovando, mas continuamos seguindo o estilo Ijexá, que é a identidade do Gandhy há muitos anos”, ressalta o guru, referindo-se à tradição do afoxé de entoar cânticos de ijexá, herdados da religião africana.





























