Para conquistar um palanque forte no Rio, o governador de Pernambuco e pré-candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), tenta convencer o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, a concorrer ao Senado. Questionado ontem sobre o assunto por meio de sua assessoria, Barbosa respondeu que nada comentaria. No último fim de semana, o presidente do Supremo soltou nota para dizer que não será candidato a presidente da República. Mas não incluiu outros cargos eletivos na negativa.
Barbosa já sinalizou que está próxima a hora de deixar o Supremo, após quase 11 anos na Corte, mas nega interesse em carreira política. O mandato na presidência do STF vai até novembro deste ano. A legislação eleitoral permite que membros dos tribunais de contas, da magistratura e do Ministério Público se filiem a partidos políticos até seis meses antes do pleito, o mesmo prazo para se afastar dos cargos. Barbosa, portanto, teria até o dia 5 de abril para decidir se disputa ou não as eleições.
A ex-corregedora da Justiça Eliana Calmon foi recrutada por Eduardo Campos para convidar Barbosa a se filiar ao PSB. Pré-candidata ao Senado pela Bahia, Eliana, no entanto, afirma serem remotas as chances de o presidente do STF aceitar o assédio do governador de Pernambuco. Segundo ela, até agora as negociações não avançaram.
— O Eduardo tem simpatia pelo Joaquim Barbosa e me perguntou, em janeiro deste ano, se eu poderia fazer o meio de campo. Conversei com o Sérgio, assessor direto dele. A resposta foi de que o Joaquim ficará na presidência do Supremo até o fim do mandato e, depois, vai ver o que fará. Dificilmente, o Joaquim vai aceitar — adiantou Eliana Calmon. (Cássio Bruno e Paulo Celso Pereira)































