REDAÇÃO DO JORNAL DA MÍDIA
Salvador – O população de Vera Cruz e de parte da Ilha de Itaparica ficou sem seu principal meio de transporte desde às 13h deste sábado (8). Por conta de uma manifestação de usuários, no Terminal Náutico da Bahia, que começou às 11h, o serviço das lanchas foi suspenso às 13h, quando as bilheteriais do terminal foram fechadas. Os manifestantes exigiam que a tarifa de R$ 5,20 retonasse ao seu valor original de R$ 4,20.
A taxa adicional de R$ 1 real foi concedida pela Agerba à empresa Socicam, que agora é responsável pela administração do Terminal Náutico da Bahia. A Socicam alega que a tarifa adIcional de R$ 1 em cada passagem será reinvestida em melhorias do terminal. O mais interessante é que para atravessar os 10 metros do terminal até chegar às lanchas, o usuário passou a desmebolsar R$ 1. E ninguém se conformou, diante das deficiências do equipamento, que não tem salão de passageiros adequado e onde o povo fica mais no sol ou na chuva do que nas instalações do terminal. E os sanitários, em péssimas condições de uso, chamam a atenção. Com a tarifa a R$ 5,20, um trabalhador que precisa utilizar diariamente a travessia terá que desembolsar por mês R$ 306. E o estudante, que não tem nenhuma renda, também.

Em comunicado à imprensa, a Astramab – Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia – reafirmou que não tem qualquer responsabilidade sobre a cobrança da taxa de R$ 1, que foi embutida na tarifa da travessia. A entidade que representa os operadores da travessia, recomenda aos usuários que qualquer explicação sobre essa taxa deve ser solicitada à Socicam. “Essa taxa não vai para a receita dos operadores da travessia. É da Socicam”, diz a nota da Astramab, acrescentado que os operadores apenas colocam as embarcaçõem em tráfego para atender à população. “Quem administra os terminais é a Socicam e não os operadores”.
Na verdade, a Agerba, que concedeu a tarifa à Socicam, e a Socicam, que demostrou total despreparo para enfrentar a situação, não esperavam que a manifestação, que começou às 11h com pouco mais de 20 pessoas, ganhasse a amplitude que ganhou. Os usuários que estavam na fila para embarcar também entraram no protesto e começaram a gritar “R$ 5,20, não”. A manifestação, pacífica, foi marcada por gritos e palavras de ordem contra o governo. O alvo principal foi a Agerba, agência de fiscalização que concedeu a taxa de R$ 1 por passageiro à Socicam. Um diretor da Socicam na Bahia se limitou a observar de longe o movimento e declarou que não tinha autonomia para fazer nada.




























