
“Geralmente, as pessoas pensam nas alianças eleitorais e depois decidem o que vão fazer se, por ventura, chegarem a ganhar [a eleição]. Nós queremos fazer exatamente o contrário”, afirmou. O discurso não combina com a movimentação de Eduardo Campos, que nos últimos dias procurou avançar em seus contatos com dirigentes do PPS e do PDT.
No início desta semana, Campos conversou com o deputado federal Roberto Freire (SP), presidente do PPS. Ontem, encerrado o encontro com Marina Silva, foi direto para uma reunião com líderes do PPS em Porto Alegre. Campos conversou ainda por telefone com Carlos Lupi, presidente do PDT, e está perto de fechar acordo com o PSDB em São Paulo, indicando o vice na chapa do governador Geraldo Alckmin.
Nesse cenário, rechaçado pelo grupo de Marina, Alckmin dividiria o palanque entre Campos e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), outro provável candidato a presidente. Campos tem dito que sua prioridade é o projeto nacional. “Tudo o mais estará em sintonia com o projeto nacional e com o conteúdo que estamos debatendo. O que não estiver [em sintonia] estará superado pela dinâmica”.
Marina reconhece a movimentação do governador, mas diz que essas “não são conversas puramente eleitorais”. Para ela, é importante que os possíveis aliados estejam de acordo com o programa de governo que deve ser finalizado em abril de 2014. (Marina Dias, Folha de São Paulo)




























