Deu na coluna Satélite, do jornal Correio, hoje: Líderes de partidos da base aliada ao PT no estado avaliam que, em vez de alimentar esperanças sobre a disputa interna pela candidatura do partido, a vinda do ex-presidente Lula à Bahia fortaleceu ainda mais a posição do governador Jaques Wagner no processo para definir o nome petista da sucessão. Apesar do silêncio de Lula sobre o páreo durante a inauguração da Itaipava em Alagoinhas, as declarações de Wagner refletiram o tom da conversa que teve com o ex-presidente na viagem para a cervejaria. Wagner revelou que, no diálogo cara a cara, Lula descartou interferência direta no processo de escolha e garantiu que o governador é o maestro do concerto eleitoral da legenda. O que praticamente coloca o chefe da Casa Civil, Rui Costa, léguas à frente dos concorrentes: o secretário de Planejamento, José Sérgio Gabrielli, e o senador Walter Pinheiro.
O apoio de Lula a Jaques Wagner não significa, porém, que Rui Costa ganhará a vaga automaticamente. Isso porque o principal conselho dado pelo ex-presidente ao governador foi o de que a decisão só seja tomada em definitivo se houver unidade em torno da candidatura. Tarefa cuja execução também foi atribuída a ele. Tanto que o governador admitiu, pela primeira vez, o adiamento do anúncio final para dezembro, na assembleia da direção estadual do PT.































