
REDAÇÃO DO JORNAL DA MÍDIA
Salvador – A empresária Lenise Ferreira, presidente da Associação Comercial de Vera Cruz (Ilha de Itaparica), apresentou ao secretário de Infraestrutura, Otto Alencar, uma série de sugestões para a melhoria do sistema ferryboat, que está novamente em crise e com apenas dois ou três navios em tráfego.
O encontro entre Lenise e Alencar, no gabinete da Seinfra, foi intermediado pelo deputado federal Antonio Imbassahy (PSDB), que agendou com o vice-governador uma nova reunião, para a próxima terça-feira (19), quando será discutida a viabilidade da aplicação das sugestões apresentadas.
O encontro entre Imbassahy, Lenise Ferreira e Otto Alencar aconteceu na ultima segunda-feira, dia em que, por coincidência, o sistema ferryboat estava enfrentando uma série de problemas, com apenas duas embarcações em tráfego, com navio quebrando antes de atracar cheio de passageiros e veículos, e com fila de espera que chegou a nove horas.
O secretário Otto Alencar não tinha conhecimento, até então (11h30m) dos problemas daquele dia no ferry, que começam no início da manhã e que causaram transtornos a milhares de usuários e tumultos nos terminais de São Joaquim e Bom Despacho.
Prejuízos – Durante o encontro, Lenise Ferreira mostrou a Otto Alencar os enormes prejuízos causados ao comércio e ao turismo da Ilha de Itaparica pelo serviço deficiente que vem sendo prestado pela concessionária Internacional Marítima.
“A despeito do investimento de R$ 40 milhões feito pelo governo na reforma das embarcações, o sistema só tem dois ou três navios em tráfego, o mesmo número da época da TWB. É uma situação preocupante porque realmente a população não identifica nenhuma melhoria, o usuário foge e a Ilha de Itaparica fica vazia. As falhas da empresa são constantes e gritantes,”, sustentou Lenise.
Queixas no Ministério Público – Como já fez junto ao Ministério Público da Bahia, a empresária elencou várias revindicações necessárias, inclusive a volta do sistema de hora marcada, que a Internacional Marítima acabou.
Tudo foi entregue ao secretário Otto Alencar, que convocou o superintendente de Transportes da Seinfra, Ivan Barbosa, para receber o documento e viabilizar as providências. A Agerba, que responde pela fiscalização da Internacional Marítima, não teve assento à mesa.
O deputado Antonio Imbassahy disse que ninguém melhor que Lenise Ferreira para apresentar propostas e discutir os problemas do ferryboat. “A empresária é forte defensora da revitalização da Ilha de Itaparica e uma das principais vozes em favor da melhoria dos serviços prestados pelo ferry”, observou.
































O Otto Alencar não tem interesse nenhum em resolver os problemas do ferry pois ele tem o rabo preso com os Sarney’s proprietários da Internacional
Em resposta a esta visita o Secretário Otto Alencar manteve contato nesta data com o Deputado Antonio Imbassahy afirmando que contaremos com 5 embarcações neste feriadão de 15 de novembro. Segundo o secretário, a embarcação AGENOR GORDILHO já se encontra em Salvador aguardando liberação da Capitania dos Portos. Ainda segundo ele, contaremos com 5 embarcações totalmente vistoriadas e em plenas condições de navegabilidade com total segurança.
Resta o atendimento das sugestões apresentadas para que possamos amenizar os problemas causados pela deficiência do sistema ferry boat.
Na próxima terça feira estaremos reunidos com o secretário Otto Alencar e o presidente da Internacional Marítima e no próximo dia 21 de novembro mais uma vez estaremos em reunião no Ministério Público para viabilizar um TAC – TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA.
Boa noite vocês se lembram de uma previa que deixei aqui a uns meses atrás, em que falei de alguns problemas que os usuário do sistema ferry boat iram enfrentar neste verão, TUMULTOS, BRIGAS, MORTES, LONGAS FILAS e FERRYS a DERIVA. tudo isso já aconteceu de Outubro pra cá e se prepare para o verão sou funcionário dessa empresa DESGRAÇADA e sei o que estou falando, ou melhor, escrevendo. Sem falar no baixo salário que estão pagando cortaram, a periculosidade-insalubridade e as horas extras. Cadê a fiscalização, a AGERBA e sabe quem mais lá, só se preocupam com os usuários e os empregados como é que fica?
Tô me pocando de rir. A foto diz tudo.
Zé! Ô Zé!?? Cê num tem prestígio nem em casa…Ô Zé! Que desmoralização!
Acredito na Sra. Lenise, mas faltou a reportagem relacionar as sugestões de melhorias levadas ao secretário. Não é por duvidar, mas também queremos saber. Já que é uma pessoa que sempre reclama dos serviços prestados, e, pelo que parece, acabou adquirindo conhecimentos da gestão do sistema ferry.
SR. GESSÉ, digo que sou a pessoa que reclama, busca e aponta soluções para o problema do sistema ferry boat. Digo ainda que o problema me afeta diariamente pois dependo da travessia diária para me deslocar casa/trabalho/casa, dependo da eficiência do sistema pois tenho empresa na Ilha e como cidadã não sou do tipo de calar diante dos erros que afetam aos interesses de uma coletividade, o que vem a ser o caso.
As propostas apresentadas foram debatidas uma a uma na reunião desta terça feira na SEINFRA. São propostas meramente operacionais. Ex.: Ampliação dos horários implantando atrativos para caminhões em embarques noturnos como redução em tarifas; aumento do quadro de profissionais; rever a situação trabalhistas dos profissionais existentes que se encontram desmotivados e insatisfeitos; requalificação de terminais e embarcações em parceria com a iniciativa privada; fiscalização por parte da AGERBA (nem precisava cobrar não e mesmo? é obrigação, mas, Eduardo Pessoa não entende assim). Propus ainda manutenção do comércio local estabelecido com requalificação de edificações e do atendimento com apoio do SEBRAE; manutenção dos ambulantes existentes, devidamente cadastrados; Retorno do cartão SIBE para quem trabalha e utiliza o sistema diariamente; manutenção da tarifa social; retirada dos tapumes em São Joaquim com o fechamento de pontos estratégicos sem prejudicar o comércio local. Enfim, os meus questionamentos sempre visam os interesses coletivos.
Devo confessar que a postura do diretor executivo em momento algum da reunião foi de uma pessoa disposta a manter um diálogo e tão menos de buscar soluções. Ao contrário, foi extremamente grosseiro, me faltou com o devido respeito, mentiu, insultou e por fim, como é característica do seu temperamento, perdeu o equilíbrio e saiu da sala de reuniões sem apontar uma única solução para os problemas existentes.
O secretário não fez diferente, em dado momento, gritou que não queria ouvir falar do passado, apesar de insistir ele mesmo que está administrando o problema deixado pela TWB………… ou seja, não encontrei disposição real para resolver os problemas. Eles afetam apenas a quem paga a conta por um serviço medíocre e sem qualidade.
Por outro lado, o caos instalado no sistema Ferry Boat parece que rende frutos valiosos. Tem sido frequente ouvirmos falar em milhões e milhões que correm pelos ralos de uma minoria, muitas vezes desqualificada mas, bem sucedida. Isto agora cabe ao MPE, PGE, TJ, Tribunal de Contas e quem sabe a polícia…….. Vamos aguardar.
Dona Lenise, agradeço pelo esclarecimento. Sabia que se tratavam desses itens. Acredito que em função das dificuldades a população esclarecida vai começar a perceber onde realmente emperra o problema do sistema ferry boat. Volto a frisar: é preciso criar uma comissão com a participação dos representantes da população para fiscalizar o negócio “ferry boat”. Não é somente o sistema de ir e vir das embarcações, os serviços, mas a contabilidade da empresa que opera, os repasses da Agerba, a tributação, etc. Somente assim teremos uma gestão transparente e confiável. Nesse modelo veremos realmente se o sistema deve ou não ser subsidiado pelo governo, pois sabemos que a Agerba não tem competência para avaliar o negócio ferry boat.