Cerca de 42 mil petistas no estado vão às urnas hoje escolher a nova direção do partido na Bahia em meio ao acirramento de ânimos entre duas alas que disputam o comando da legenda: a do candidato do governador Jaques Wagner e da maioria dos deputados e prefeitos do PT, Everaldo Anunciação, e a do jornalista Ernesto Marques, ligada aos movimentos sociais e liderada pelo deputado estadual Marcelino Galo e pelo prefeito de Vitória da Conquista, Guilherme Menezes.
Ontem, Marques subiu o tom. Disse suspeitar de manipulação no processo eleitoral. A principal evidência, aponta, foi a cédula de votação divulgada recentemente, onde seu sobrenome inscrito foi Dantas. “Isso foi até infantil, todos me conhecem como Ernesto Marques, sabem que esse é meu nome de campanha”.
Ernesto Marques também afirma que houve erros no sistema de gerenciamento de eleitores que inviabilizaram votos de centenas de filiados. Lista que inclui o próprio Wagner, segundo ele, exposto “a uma situação vexatória”. Marques diz que houve tentativas de se criar listas de votações em separado, o que contraria o regulamento eleitoral. “Se isso for confirmado, podem ter certeza de que vou para cima. Não admitirei jogo bruto. Vencer ou ganhar é parte do processo, mas quero cada voto computado corretamente”. (Coluna Satélite, Correio)


































