A construtora OAS fez um acordo judicial com o Ministério Público do Trabalho de São Paulo e o Ministério do Trabalho e vai pagar R$ 15 milhões para compensar danos causados a trabalhadores encontrados em situação considerada degradante em obra do aeroporto internacional em Guarulhos.
“É o maior valor já pago por uma empresa no país após ser atuada por empregar trabalhadores em condições consideradas análogas à escravidão”, diz Luis Alexandre de Faria, auditor da fiscalização do MTE em São Paulo.
A segunda maior indenização é de R$ 6,6 milhões e foi feita com a empresa Lima Araújo Agropecuária, de Marabá (PA), por danos morais coletivos em ação civil pública do MPT ajuizada em 2003. A OAS irá pagar os R$ 15 milhões de forma parcelada e o montante será usado para melhorar os alojamentos dos trabalhadores, em projetos sociais e para fornecer leitos aos empregados não residentes em Guarulhos, segundo informa a procuradora Christiane Vieira Nogueira.
Em setembro, a fiscalização encontrou 111 trabalhadores nessas condições em um alojamento da construtora OAS em Guarulhos. Eles teriam sido aliciados em outros Estados (BA,PE, PI, MA) e trazidos para São Paulo com promessa de emprego pagar ganhar R$ 1.400. Entre eles, havia seis índios da região nordeste, segundo os fiscais. (Claudia Rolli, de São Paulo)






























