LUÍS AUGUSTO GOMES
A denúncia de fraude no ISS na Prefeitura de São Paulo na gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) e a devassa promovida pelo prefeito Fernando Haddad (PT) escondem mistérios que vão muito além da defesa da probidade administrativa.
Kassab, que depois da eleição aproximou seu partido do governo de Haddad, vê-se agora em processo de fritura aparentemente extemporâneo, mas de grande significado político em seus recônditos.
Tão grandes são as implicações e liames da operação que se a atribui ao ex-presidente Lula, que teria recomendado o revolvimento dos porões da municipalidade paulistana para atenuar o impacto ainda expressivo do mensalão.
Mas a estratégia não nasceu do nada: coincide com a comunicação feita internamente por Kassab aos cardeais do PSDB de que topa ser o vice na chapa presidencial do senador Aécio Neves.
Tal situação teria grande influência no quadro eleitoral em algumas unidades da Federação, inclusive na Bahia, onde não se pode negar a existência de uma pressão muito forte pela candidatura do vice-governador Otto Alencar (PSD) à sucessão do governador Jaques Wagner.
Esgrimindo com floretes de ouro, os contendores permanecem em mesuras recíprocas para não entornar o caldo de uma vez. Como Kassab, ao explicar a retirada da gestão Haddad, esta semana, de auxiliares a ele ligados:
“O PSD não esteve no governo. Era compromisso de fazermos parte de uma transição. Os eventos da cidade são complexos”. (Por Escrito)
































