Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil
São Paulo – Para comemorar 20 anos de existência, o Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade promoverá a maior programação de eventos de sua história, a partir da quinta-feira (7), em São Paulo. Mais de 140 filmes de diversos países e 40 atrações envolvendo teatro, música, leitura dramática, performances, karaokê, dança e intervenções culturais serão apresentados nesta edição do festival, que tem encerramento marcado para o dia 17. No Rio de Janeiro, o festival será entre os dias 14 e 21.
Maior festival LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) da América Latina, o Mix Brasil, como é popularmente conhecido, nasceu como um festival de cinema. “O projeto foi crescendo e criamos novas áreas, como o teatro, que este ano vem mais robusto. O Mix Brasil é o maior evento da América Latina de cultura dirigida ao público LGBT”, disse João Federici, um dos diretores do festival.
Quando surgiu, os organizadores criaram o termo GLS [gays, lésbicas e simpatizantes]. “A sigla foi criada no festival de 1993. Não existia secretaria ou coordenadoria de direitos humanos ou de cidadania naquela época”, contou Federici, em entrevista à Agência Brasil. Segundo ele, apesar de os simpatizantes não fazerem mais parte da nova sigla, eles continuam presentes no festival.
“O festival caminhou com o pensamento da sociedade. Ele foi uma vitrine do pensamento e da cultura LGBT. Desde o princípio, mostramos a realidade. É um festival vanguardista. Acredito que o festival contribuiu para a cultura, apresentando muitos diretores, autores, produtores, que queriam contribuir ou falar sobre a questão LGBT e que não tinham um veículo para isso”, falou Federici.
Entre as atrações do festival está o polêmico filme Interior. Leather Bar, dirigido por James Franco em parceria com Travis Mathews, que virá ao Brasil para ser homenageado. Será apresentado também Um Estranho no Lago, de Alain Guiraudie, premiado no Festival de Cannes. Entre as produções nacionais estarão Tatuagem, de Hilton Lacerda, vencedor do Festival do Rio, e Dizer e Não Pedir Segredo, de Evaldo Mocarzel. As produções alemãs ganharam espaço em comemoração ao ano Alemanha + Brasil 2013.




























