Douglas Corrêa e Cristiane Ribeiro
Repórteres da Agência Brasil
Rio de Janeiro – Dura mais de oito horas o confronto envolvendo professores grevistas, integrantes do grupo Black Bloc e policiais da Tropa de Choque da Polícia Militar (PM), nas proximidades da Câmara dos Vereadores do Rio, na Cinelândia e ruas próximas. Bombas de efeito moral foram lançadas pelos PMs na direção dos manifestantes que arremessaram. O cheiro forte de gás chegou a prédios das avenidas Nilo Peçanha, Almirante Barroso e Graça Aranha.
A circulação de ônibus, táxis e carros de passeio está interrompida na área central da capital fluminense desde o início da tarde, o que provoca extensa fila de ônibus na Avenida Presidente Vargas no sentido centro. Os ônibus intermunicipais não estão conseguindo chegar ao Terminal Américo Fontenelle, na Central do Brasil. A interrupção no trânsito prejudica o acesso das pessoas aos terminais rodoviários localizados na região central da cidade.
A melhor opção para deixar o centro é usar o transporte ferroviário. Mas o percurso até a Central do Brasil só pode ser feito a pé, pois as estações do metrô, no Largo da Carioca e na Uruguaiana, estão fechadas para o embarque. A Estação Cinelândia está completamente interditada. A concessionária Metrô Rio informou que ainda não tem previsão para o sistema operar normalmente.
Ao longo da Avenida Rio Branco e ruas transversais várias lojas foram depredadas. Pelo menos duas agências bancárias, sendo uma do Itaú e outra do Bradesco, foram totalmente destruídas, no trecho entre as avenidas Nilo Peçanha e Almirante Barroso. Lixeiras foram incendiadas e caixas de correspondência dos Correios e tapumes de obras foram arrancados pelos manifestantes e jogados nas pistas da Avenida Rio Branco.






























