Às vésperas do fim do prazo de filiação partidária para quem vai disputar as eleições de 2014, o recém-criado Partido Republicano da Ordem Social (PROS) acredita que, nos próximos dias, irá fazer uma bancada de pelo menos dois governadores, 20 deputados federais e dois senadores. O passe mais disputado é o do governador do Ceará, Cid Gomes, que confirmou sua saída do PSB. O deputado federal Givaldo Carimbão, responsável por buscar adesões ao PROS, disse que Cid e o irmão Ciro vão assinar a sua ficha de filiação ao PROS neste sábado, às 10h, em Fortaleza. Mas a assessoria de Cid Gomes nega a informação, e diz que ele ainda terá uma reunião com correligionários na terça-feira, antes de formalizar a filiação na semana que vem.
— Vamos assinar a ficha do governador neste sábado, às 10hs. O Cid vem para o nosso time — afirmou nesta sexta-feira Carimbão, que está viajando pelo país em busca dos “insatisfeitos”.
O secretário-geral do PROS, Raul Canal, também desembarca neste sábado em Fortaleza para fazer a filiação do clã Gomes Ferreira, que deixou o PSB por não apoiar a proposta do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, de lançar candidatura própria à Presidência. Com os irmãos, também devem seguir para o PROS o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, e mais cinco deputados estaduais e prefeitos cearenses.
O rápido crescimento do PROS tem um empurrãozinho de setores do governo Dilma. Isso graças a dois fatores: a declaração do deputado Paulo Pereira da Silva, do também recém-fundado Solidariedade, que disse que sua legenda irá apoiar o presidenciável Aécio Neves (PSDB), e à força de ministros e parlamentares ligados à presidente. Acreditam que isso irá inflar a legenda para neutralizar a força do Solidariedade e de Aécio. (Chico Goes, O Globo)



























