A abertura da 68ª Assembleia Geral das Nações Unidas — na qual a presidente Dilma Rousseff faz nesta terça-feira o discurso inaugural, seguido do pronunciamento do presidente Barack Obama — vai acentuar as divergências entre Brasil e Estados Unidos sobre o programa de espionagem americano.
Dilma fará do tópico um dos motes de sua apresentação, na qual defenderá uma regulação global, aprovada pela comunidade internacional, para acesso à internet e as atividades de Inteligência. A Casa Branca, porém, sinalizou que Obama não tocará no tema e que o presidente acredita que o tópico não deve ser debatido em âmbito multilateral.
O chanceler Luiz Alberto Figueiredo e o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, deverão ter um encontro reservado entre quarta-feira e sexta-feira para discutir o tema e a tensão na relação bilateral. Há duas semanas, o ministro de Relações Exteriores se reuniu com a chefe do Conselho de Segurança Nacional, Susan Rice, mas não houve avanços.
Seis dias depois, após conversarem por telefone, Dilma e Obama anunciaram o cancelamento da visita de Estado que ela faria a Washington em 23 de outubro, devido à insatisfação brasileira com a falta de respostas concretas dos americanos sobre a espionagem de autoridades — incluindo a própria presidente — e de alvos empresariais e civis no Brasil. (Flávia Barbosa e Isabel de Luca, O Globo)





























