Mano Menezes era a engrenagem à beira do gramado de um novo Flamengo e a peça que dava à torcida a certeza de que um grupo fraco tecnicamente não correria o risco de ser rebaixado neste Brasileiro. Contratado há pouco mais de três meses, o ex-treinador da seleção brasileira trouxe homens de sua confiança ao clube, Chicão e André Santos, para que se juntassem a Felipe e Elias, e montasse no rubro-negro a base do time que venceu, pelo Corinthians, a Série B, em 2008, e a Copa do Brasil, em 2009. Na ideia da diretoria rubro-negra, que assumiu no início do ano com um discurso de austeridade financeira, a atual temporada seria o momento de contenção de gastos e de reunir força. E 2014, o ano de lutar por títulos importantes.
Tudo isto pode até seguir de pé, mas sem Mano, que era um trunfo para a atração de grandes jogadores no ano que vem. Ao justificar sua saída pelo fato de não conseguir passar para o grupo o que pensa de futebol, o treinador evidenciou a baixa qualidade do elenco. E ao não entrar em contato com o presidente Eduardo Bandeira de Mello ou com o vice-presidente Wallim Vasconcelos, Mano deixou decepcionada a cúpula do clube. Enquanto o mistério sobre sua saída não é desvendado, sobrarão especulações de que seu futuro é em outro grande clube do futebol brasileiro. Para Wallim, o que machuca é o fato de Mano jamais ter dado sinais de que tomaria a decisão. (O Globo)





























