Agência ANSA
Milão – O meio-campista brasileiro Kaká foi reapresentado ao Milan nesta quinta-feira, pelo vice-presidente Adriano Galliani. “Hoje é um dia de muita alegria para o Milan. Ele foi um jogador que entrou no coração de muitos torcedores”, resumiu o dirigente, que estava muito sorridente.
A situação na qual Kaká chega ao Milan hoje é diferente da de quando foi contratado junto ao São Paulo em 2003. Na época, o time contava com atletas consagrados, como Cafu, Paolo Maldini, Rui Costa, Schevchenko e Filippo Inzaghi. O brasileiro era apenas uma promessa trazida pelo clube. E ele correspondeu às expectativas.
Em seis anos de Milan (2003 a 2009), ele disputou 270 jogos e anotou 95 gols. Além disso, Kaká conquistou o Campeonato Italiano (temporada 2003-2004), Supercopa da Itália (2004), Liga dos Campeões (2006-2007), Supercopa da Uefa (2007) e Mundial de Clubes (2007).
O bom desempenho fez com que o Real Madrid desembolsasse 65 milhões de euros pelo jogador, em 2009. No clube espanhol, porém, ele foi atrapalhado por sucessivas lesões e nunca teve uma boa seqüência de jogos. “O fato é que lá nunca tive uma sequência de verdade, seja por lesões ou por algum ouro motivo. Espero aqui ter uma sequência de jogos”, analisou.
Ele ainda fez questão de não culpar Mourinho, treinador do Real entre 2010 e 2012, pelo fato de não ser titular. Hoje, já consagrado e multicampeão pelos rossoneri, ele espera ser uma referência para jovens como El Shaarawy e Balotelli.
“Aprendi muito com os grandes jogadores com os quais atuei no Milan e no Real. Espero usar esse aprendizado para ensinar aos jovens que estão aqui agora”, comentou o brasileiro.
Com a iminência da Copa do Mundo, especulou-se que a troca tenha sido motivada por um conselho de Felipão e por um desejo do jogador de formar parte do grupo brasileiro em 2014, mas Kaká negou. “Não conversei com Felipão nem com Parreira antes de vir para cá. Tomei essa decisão porque achava que era o melhor para mim”, explicou. (Ansa Brasil)



























