O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o ministro das Relações Exteriores, Figueiredo Machado, concederam uma entrevista coletiva para explicar que o governo ficou “irritado” com as revelação de documentos comprovando que a presidenta Dilma Rousseff foi alvo da espionagem dos Estados Unidos (EUA) e quais serão as atitudes tomadas.
De acordo com Cardozo, a posição do Brasil foi “firme” e “direta” ao cobrar esclarecimentos formais do governo americano. Ele disse que a espionagem para levar vantagem em acordos comerciais é mais que uma afronta à soberania nacional. “Eu cheguei dos EUA na sexta (30), posso garantir que o tom da conversa foi firme com os representantes do governo dos EUA e fomos surpreendidos no domingo”, explicou o ministro.
Figueiredo disse que todas as vias diplomáticas para cobrar explicações com relação ao ocorrido foram utilizadas. “Cobramos explicações por escrito”, disse. Ao ser questionado sobre as possíveis medidas a serem adotadas, o ministro afirmou que as ações “dependerão das respostas” dadas pelos americanos.
Depois da demonstração de subserviência brasileira frente à afirmação do secretário de Estado, John Kerry, de que os EUA continuarão espionando o País, a atitude dos ministros e da própria presidenta, que foi uma das espionadas, já era de se esperar. (Diário do Poder)




























