LUÍS AUGUSTO GOMES
As recentes declarações do governador Jaques Wagner de que permanecerá no cargo até o fim do mandato, podendo assim exercer maior influência sobre sua própria sucessão, indicam que ele está mesmo disposto a bancar seu candidato preferido, o secretário Rui Costa.
Wagner dispõe de pesquisas mensais sobre as intenções de voto para 2014, nas quais vem constatando a fraqueza do auxiliar, mas é um velho defensor da tese que a eleição só começa a ser decidida na segunda quinzena de agosto, com a entrada do horário de propaganda na TV.
O argumento valeu em 2010, com a eleição de Walter Pinheiro e Lídice da Mata ao Senado, mesmo quando as pesquisas iniciais asseguravam uma das vagas para César Borges. Já em 2012, não adiantou: ACM Neto liderou do princípio ao fim para prefeito de Salvador e acabou derrotando Nelson Pelegrino.
No meio político, porém, firma-se a impressão de que essa posição do governador pode ser repensada, em razão do enfraquecimento da presidente Dilma Rousseff, verificado após as manifestações de rua e tendendo a crescer, devido aos índices negativos do desempenho da economia, que começam a refletir-se no nível de emprego, uma joia do petismo.
Num caso extremo, e a depender do que os números nacionais e estaduais disserem até o prazo fatal, o candidato ao governo poderia ser um nome de maior densidade – critério em que despontam o senador Walter Pinheiro, no que seria o último bastião do PT, e o vice-governador Otto Alencar, do PSD. (Por Escrito)
































