Mesmo avisados de que as vaias seriam trilha sonora para eles no cortejo do Dois de Julho, o governador Jaques Wagner (PT) e o prefeito ACM Neto (DEM) nadaram na maré contrária à de grande parte dos políticos brasileiros, que vêm mantendo distância das ruas nos dias de protestos. Ontem, ambos enfrentaram manifestações de servidores e estudantes e encararam a irreverência natural dos baianos na sua data magna.
Neto, ainda em início de mandato, conseguiu colher aplausos e acenos das sacadas em sua primeira participação na festa como prefeito. Já Wagner, com quase sete anos na vitrine do poder, sofreu mais. O petista acabou virando o principal alvo dos protestos populares no desfile. Da Lapinha ao Terreiro de Jesus, não encontrou um momento de trégua dos populares.
Mesmo como principal alvo dos protestos, Wagner elogiou o caráter rebelde da festa; Com menos tempo no cargo, ACM Neto colheu aplausos, mas também recebeu vaias
A claque do governo até que tentou abafar o som das vaias com palmas e gritos de “Viva ao Dois de Julho”, mas os manifestantes que ocupavam o trajeto, através de faixas, cartazes ou com a própria voz, não pouparam críticas à gestão petista. No rol das queixas, coube de tudo. Mas os gastos da Copa do Mundo, a reforma política e a ausência de investimentos em saúde, educação e segurança foram os temas centrais dos protestos. (Correio)




























