AGÊNCIA ANSA
Genebra – Foi apresentado hoje em Genebra o relatório da Comissão de inquérito sobre a Síria da Organização das Nações Unidas (ONU), presidido pelo brasileiro Paulo Pinheiro. O documento apontou que existem “motivos razoáveis para supor que quantidades limitadas de substâncias tóxicas teriam sido utilizadas em quatro ataques”.
Entretanto, os membros da Comissão não puderam entrar no território sírio, e por isso na base das evidências não teria sido possível identificar a tipologia dos agentes químicos utilizados, nem a autoria do ataque.
“Provas certas poderão ser obtidas somente após a análise de amostras colhidas diretamente das vítimas ou no local do suposto ataque”, declarou Pinheiro em uma entrevista coletiva, pedindo o “completo acesso ao território sírio” para as equipes de investigação.
O relatório de 30 páginas, elaborado por quatro peritos da ONU, cobre o período entre o dia 15 de janeiro e o dia 15 de maio de 2013, documentando 17 potenciais massacres ocorridos durante o conflito sírio e salientando que a guerra civil no país árabe assumiu “novos níveis de brutalidade”, com “crimes de guerra que viraram uma realidade cotidiana”. (AnsaLatina)


























