Vladimir Platonow
Agência Brasil
Rio de Janeiro – A garantia estendida sobre produtos adquiridos pelos consumidores tem se tornado cada vez mais comum. No momento de fechar a compra, muitos vendedores oferecem o serviço, que amplia a proteção além do prazo de um ano oferecido legalmente pelos fabricantes. Mas a estratégia criada para beneficiar o cliente pode acabar trazendo dificuldades quando o produto apresentar defeito.
Além disso, em muitos casos, a venda da garantia estendida é feita de forma dissimulada, sem que o consumidor entenda que está comprando o serviço. O alerta é da secretária Municipal de Defesa do Consumidor e coordenadora do Procon Carioca, Solange Amaral.
“O consumidor não sabe direito o que é aquilo. Ele adquire um liquidificador e compra outra coisa [junto], o que constitui uma venda casada. É passado um seguro, que não é mais do fabricante nem da loja. É um terceiro personagem que entra, uma seguradora. E o consumidor não tem clareza disso, do que está pagando e qual o direito nessa apólice. O vendedor meio que sugere, empurra, força a compra da garantia estendida”, explicou Solange.
O diretor jurídico do Procon estadual, Marcelo Moura, também alertou para o desconhecimento do consumidor das condições em que são oferecidos os benefícios. “Em grande parte das situações, embute restrições, valores e condições para utilização que não compensam. Na maioria das vezes, isso não vem explicitado na hora da contratação. Em regra, têm situações que não são vantajosas. De forma genérica, não é um produto benéfico para o consumidor”, alertou.






























